Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

Sem ondas, turistas se divertem com a paisagem em Pipeline

Fãs acompanham treinamento dos surfistas, vão às lojas de produtos oficiais e tiram foto de quase tudo

Paulo Favero - enviado especial ao Havaí, O Estado de S. Paulo

18 de dezembro de 2014 | 07h00

Todos os dias centenas de torcedores, a maioria do Brasil, vão à praia de Pipeline na esperança de ver a disputa do Billabong Pipe Masters. Pelo quarto dia seguido, a organização decidiu não realizar a competição, por falta de ondas, mas já trabalha com a possibilidade de reinício das baterias nesta quinta-feira, principalmente à tarde (à noite no Brasil).

A condição do mar não tem atrapalhado só os surfistas, mas também os fãs e a organização, que sabe que agora restam só três dias para as 27 baterias. Para não perder a viagem - muitas pessoas vêm de Waikiki, que é a área mais turística, distante 50 quilômetros -, o torcedor acaba passando o dia na praia.

Desta forma, procura algum atleta profissional que está treinando, tenta ir na lojinha de produtos do evento e tira dezenas de fotos diante de banners, cartazes e com vista para o mar. A cara de frustração dos turistas é nítida quando chegam e percebem que não haverá disputa. Mas depois o desânimo dá lugar a uma empolgação de ver Gabriel Medina ou Mick Fanning treinando.

Como carece de áreas para estacionamento, as pessoas costumam chegar bem cedo à praia de Pipeline para poder parar o carro perto do evento, então é comum ver muita gente antes mesmo do horário que a organização avisa se haverá ou não o campeonato naquele dia. Com isso, o jeito é encontrar alternativas para passar o tempo.

Nesta quinta-feira, a expectativa é que o evento reinicie, mas as condições do mar ainda são uma incógnita. Em Pipeline, o tubo se forma para os dois lados (quando abre para a direita, se chama Backdoor). E nas primeiras análises da ondulação, haverá uma quantidade maior de tubos para a direita, o que na teoria não é bom para Gabriel Medina, que surfa com o pé direito na frente e teria de ficar de costas para a onda.

Para Teco Padaratz, que fez sucesso no surfe nos anos 1990, o brasileiro vai conseguir tirar de letra as dificuldades. “Não vejo que isso seja um problema para o Gabriel. Já vi ele surfando de backside tão bem quanto de frente. Um outro dado interessante é que, se ele pega uma boa onda, pode conseguir uma pontuação maior pelo grau de dificuldade. Acho que ele vai surpreender”, diz.

O brasileiro, por sua vez, não se importa muito com as possíveis dificuldades que terá. Ele tem treinado bastante para se aprimorar para todos os tipos de onda. “É preciso saber escolher a onda certa, e entender quando é Pipeline e quando é Backdoor. Acho que onda perfeita é aquela que você ganha a bateria. Pode ser qualquer uma”, avisa.

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