Sem os craques, técnico argentino aposta na cautela

Alejandro Sabella não tem o menor pudor de dizer que terá cuidado, emsmo em casa, com o Brasil

MATEUS SILVA ALVES, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2012 | 02h08

SÃO PAULO - Com a equipe principal, Alejandro Sabella é ousado e arma o time de maneira ofensiva, com três atacantes e mais Di María, contra qualquer adversário. Mas com o time doméstico - que não tem jogadores da estirpe de Messi, Agüero e Higuaín - ele não tem o menor pudor em ser cauteloso até dentro de casa. E por isso a Argentina jogará no 5-3-2, com laterais que não têm o apoio como ponto forte e um meio de campo com mais força do que técnica.

O treinador já está acostumado às críticas que recebe quando arma o "time do Superclássico", mas se defende dizendo que não pode lançar ao ataque um grupo que mal tem tempo para treinar.

Sabella perdeu dois titulares por contusão: o volante Braña (Estudiantes) e o lateral-esquerdo Clemente Rodríguez (Boca Juniors). Isso abrirá chance para a estreia de Cerro, volante do Vélez Sarsfield que tem um estilo parecido com o de Mascherano. Ele formará o setor com dois jogadores que atuam no Brasil: Guiñazú e Montillo. Na frente estarão mais dois que jogam por aqui: o corintiano Martínez e o palmeirense Barcos.

No gol, a situação é curiosa: os dois convocados são do Boca. Sabella optou por Orion, deixando Ustari na reserva. O plano de Sabella é ter um time forte na marcação e apostar tudo na qualidade técnica e criatividade de Montillo, Martínez e Barcos para chegar ao gol e ficar com a taça.

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