Sem punição, Chicão vai para jogo com o Bahia

Ex-capitão, porém, deve ficar na reserva de Wallace e Paulo André, que foram muito bem no clássico com São Paulo

FÁBIO HECICO, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2011 | 03h04

O zagueiro Chicão volta ao Corinthians domingo, no Pacaembu, diante do Bahia. Apenas não sabe se ao lado de Paulo André ou no banco, como opção para Wallace. A diretoria entendeu seu pedido para não concentrar e não ficar na reserva no clássico contra o São Paulo, anteontem, no Morumbi, e não haverá punição.

"Não foi um ato de indisciplina. Ele nos pediu para ser liberado e concordamos", afirmou o diretor adjunto Duílio Monteiro Alves. "Se um jogador não está preparado, seja por lesão ou pela parte psicológica, temos de entender. Foi uma surpresa para ele perder a vaga na véspera do clássico e, por isso, nos colocou que não estaria bem."

Grande parte do grupo entendeu a atitude. Publicamente, apenas Ralf definiu a situação como "desrespeito ao elenco". Nada, porém, que abale a confiança para as próximas rodadas. Chicão conversou com os companheiros sobre sua atitude, ainda na concentração. Foi de quarto em quarto explicando - talvez não tenha sido claro para Ralf. Devem se entender no treino de hoje, com todo o elenco.

Ontem, quem jogou por mais de 45 minutos no clássico limitou-se à recuperação física na academia. Reencontro, apenas, entre Chicão e Tite, numa mostra de que não existe rusga entre o técnico e seu capitão.

Ontem, Chicão em parecia um ex-titular. Por várias vezes esbanjou sorrisos, brincou com companheiros e com o preparador físico Fábio Mahseredjian.

O zagueiro se dedicou com afinco até o início da noite, mostrando que vai lutar para recuperar a vaga. "Eu não queria atrapalhar", disse Chicão, sobre pedir para ficar fora do clássico. Agora, quer nova chance.

Saudades. Adriano continua sua batalha para estar em campo dia 9, diante do Atlético-GO. Ontem, pela primeira vez bateu bola com os companheiros. Por enquanto, apenas com Ramirez e Elias. Feliz da vida, deu cabeçadas, toques de primeira, de calcanhar, de letra. Sua gana por voltar a estufar as redes é tão grande que fez questão de fazer um gol numa pequena trave.

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