Márcio Fernandes/AE - 4/1/2011
Márcio Fernandes/AE - 4/1/2011

'Sem querer', Marcos Assunção é professor no Palmeiras

O volante auxilia Felipão na orientação aos demais atletas dentro e fora de campo e mostra também o lado brincalhão

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2011 | 00h00

SÃO PAULO - Marcos Assunção chegou ao Palmeiras em abril de 2010, mas em menos de um ano já se tornou referência dentro e fora de campo. Com 34 anos, ele é o braço direito de Luiz Felipe Scolari. Depois de Marcos, é quem mais orienta o time e exerce as funções de capitão, mesmo a tarja estando no braço de Kleber. "Tenho de agradecer ao Assunção por me ajudar tanto em campo, me dando conselho e ensinando muita coisa. Fico feliz em ter a companhia dele e quem sabe um dia eu consiga jogar como ele", disse Tinga.

Além da qualidade técnica, Marcos Assunção também auxilia Felipão para controlar o psicológico dos atletas. Sempre que tem a oportunidade, conversa com os jogadores mais novos, sejam de idade ou de tempo de clube, e mostra o caminho da vitória, mas evita passar a impressão de bancar o professor.

"Não tenho atenção especial com os jogadores. Apenas os deixo mais à vontade para trabalharem da melhor maneira possível. Sempre que você trabalha em um lugar onde te respeitam, você se dedica mais para fazer o melhor", disse o volante, que além dos conselhos gosta também de brincar com os companheiros. No treino de terça-feira, por exemplo, durante testes físicos, ao ver Cicinho correndo, o volante disparou: "Alguém bota umas pedras no bolso dele porque senão ele vai sair voando quando bater o vento", ironizando o peso do companheiro.

Felipão reconhece as qualidades do atleta e uma das poucas exigências do treinador ao presidente Arnaldo Tirone é que não deixe Marcos Assunção ir embora. O volante tem contrato até julho, mas a diretoria ainda não o chamou para conversar.

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