Sem sentimentalismo, Ecclestone ameaça GP da Grã-Bretanha de F1

O chefão da Fórmula 1, BernieEcclestone, alertou os organizadores do Grande Prêmio daGrã-Bretanha de que não haverá espaço para sentimentalismos nahora de manter ou não a prova no calendário após 2009. O British Racing Drivers Club (BRDC), dono do circuito deSilverstone, obteve nesta semana apoio das autoridades locaispara reformar o local, mas Ecclestone disse que isso nãogarante nada. "Suponha que as instalações sejam construídas e quegostemos," disse o dirigente em entrevista publicada naquarta-feira pelo jornal Daily Telegraph. "O próximo problema é o acordo comercial para que [a F1]esteja lá. Isso não foi discutido senão com o sujeito que veioaté mim há algum tempo dizendo que não há como [a BRDC] pagarnem o que eles pagaram no passado. "Então há duas coisas a superar", prosseguiu. "Primeiro,eles precisam construir as instalações, aí precisam pagar ovalor de mercado. Não há sentimentalismo nisso do meu ponto devista", disse o britânico, de 77 anos. "Só quero o que fazemos em qualquer outro país, nada maisnem menos. Sinceramente espero que eles tenham como cumprir oque sabemos que precisam realizar para ter o GP em 2010." Silvertone, que foi uma base aérea da Segunda GuerraMundial, recebeu o primeiro GP de um campeonato de Fórmula 1,em 1950, e tem uma certa proteção por ser uma das provastradicionais, junto com Mônaco, Monza (Itália) e Spa (Bélgica). Mas também é preciso haver um contrato comercial, e ocircuito ficou para trás de instalações mais modernas emmercados emergentes, como China, Bahrein, Malásia e Turquia.Vários outros países estão dispostos a pagar quantiassignificativas para também terem corridas. Cingapura estréia neste ano, com uma prova de rua; AbuDhabi já está prevista para 2009, e Índia e Coréia do Sulaguardam na fila para 2010. (Reportagem de Alan Baldwin)

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