Sem tempo, Corinthians desiste de Carlitos Tevez

Time não conseguiu um acordo financeiro com o Manchester City; janela de transferências[br]se encerra hoje à noite

Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2011 | 00h00

Contratar o ídolo Carlitos Tevez não passou de um sonho e de uma obsessão do presidente Andrés Sanchez. Depois de uma semana tentando repatriar o astro argentino, o Corinthians encerrou ontem a negociação.

A falta de acordo financeiro e o prazo para realizar a transferência, que terminaria hoje à noite com o fechamento da janela de transferências, contribuíram para o fracasso da contratação. O clube esperou até às 22h de ontem (2h desta quarta-feira na Inglaterra) para jogar a toalha.

O Corinthians aguardava um comunicado do Manchester City com a posição do clube sobre as condições de pagamento - os brasileiros queriam pagar a primeira parcela da negociação em 2012.

O comunicado dos ingleses, dizem os corintianos, não chegou. O clube, então, anunciou em nota, publicada em seu site, que desistia da negociação - por enquanto. "A diretoria espera poder contar com Tevez em um futuro próximo", garante o texto.

Incrédulos. Ontem à tarde, os dirigentes já encaravam a negociação como impossível. Nenhum deles, no entanto, admitia que o negócio não daria certo. Diziam que, no futebol, reviravoltas podem acontecer. Mas um dos principais diretores do clube, Luis Paulo Rosenberg, que cuida do marketing, já dava como certo que Tevez não viria.

A negociação se arrastava e havia chegado a um impasse difícil de ser resolvido: o Corinthians não tinha condições de pagar agora os R$ 22 milhões referentes à primeira parcela do negócio - seriam quatro, totalizando R$ 88 milhões.

O clube havia informado aos ingleses que só poderia iniciar o pagamento em maio de 2012, quando receberá da TV Globo o dinheiro referente aos direitos de transmissão do Brasileirão.

O Corinthians chegou a estudar duas outras possibilidades para levantar o valor em tão pouco tempo. A primeira era pedir um empréstimo a um banco, mas os juros seriam muito altos.

A outra também consistia em um empréstimo, mas no valor total de R$ 90 milhões. O Corinthians pegaria toda a cota de televisão do ano que vem e pagaria o empréstimo em maio. Também não vingou.

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