Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Sem tempo para acabar, Pipe Masters será acelerado nesta sexta

Para conseguir dar conta do cronograma, as baterias podem até ter tempo menor no penúltimo dia de janela para a realização do evento

Paulo Favero - Enviado especial ao Havaí , O Estado de S. Paulo

19 de dezembro de 2014 | 07h30

A ASP (Associação dos Surfistas Profissionais) está apostando todas as suas fichas na realização do Billabong Pipe Masters nesta sexta-feira, penúltimo dia de janela para a realização do evento. Segundo Renato Hickel, diretor da entidade, não existe qualquer possibilidade de adiamento da janela, muito menos a paralisação do evento no estágio que está, que daria o título para o brasileiro Gabriel Medina.

"São duas as opções que a gente tem. Dependendo da atualização que recebermos do último dia da janela, o sábado, a gente começa a prova sexta-feira e deixa a semifinal e a final para sábado; ou se a previsão de sábado continuar bastante pessimista como ela está agora, a gente termina o campeonato na sexta", explica Hickel.

Ele conta que a quinta-feira foi um dia frustrante para todo mundo, principalmente porque a entidade ficou esperando por muito tempo a chegada da ondulação, o que não ocorreu. "Havia uma possibilidade de chegar a tempo aqui em Pipeline, mas infelizmente as leituras da boia, que fica a cerca de 250 milhas a oeste de Kauai, não se materializaram a tempo", lamenta.

Para conseguir dar conta do cronograma, as baterias podem até ter um tempo menor nesta sexta-feira. "Provavelmente nós vamos ter de cortar o tempo de várias baterias das fases. Também vamos ampliar o 'dual heats', que são as baterias que acontecem ao mesmo tempo na água. A gente ia fazer isso só na terceira fase, agora vamos fazer na quarta, quinta, quartas de final e semifinal", diz.

Com essas alterações, Hickel acha que consegue diminuir as mais de dez horas de disputa previstas para quase oito horas de competição. Outro dado é que os campeonatos têm de começar às 8h da manhã e terminar às 16h, mas a ASP está pedindo uma autorização especial para a prefeitura de Honolulu para conseguir terminar a disputa em apenas um dia.

"A troca qual é: se essa previsão de sábado for pessimista, for ruim, seria melhor terminar o ano em ondas de pelo menos seis a oito pés, talvez dez pés na série, e dar igualdade de condição para todos os atletas. Se a condição melhorar um pouquinho, a gente estende o tempo de bateria e termina portanto com as semifinais e a final, no sábado pela manhã."

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