Jeffe Chiu/AP
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Semenya recorre ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para poder competir

Atleta sul-africana tenta derrubar veto por ter apresentado desenvolvimento sexual fora do padrão

Redação, Estadão Conteúdo

17 de novembro de 2020 | 16h36

A sul-africana Caster Semenya anunciou nesta terça-feira, através de seus advogados, que vai levar a sua luta contra a World Athletics, a entidade que comanda o atletismo no mundo, ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para poder competir em eventos oficiais.

Esta ação legal da bicampeã olímpica dos 800 metros surge dois anos depois de a World Athletics ter lhe imposto - e a outros com desenvolvimento sexual fora do padrão, em provas acima dos 400 metros - a utilização de medicamentos para inibir hormônios - a testosterona no caso de Semenya.

"Continuamos esperançosos de que a Federação internacional (Word Athletics) veja o erro que cometeu e reverta a medida proibitiva que impede a senhora Semenya de competir", anunciou um dos seus advogados, Gregory Nott, em uma nota oficial divulgada nesta terça-feira.

Em setembro passado, um tribunal federal suíço recusou o recurso apresentado pela atleta sul-africana e confirmou a decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em francês), atestando que as mulheres com níveis altos de testosterona, ou hiperandróginas, terão de tomar medicação para competir em eventos internacionais nas provas com distância acima dos 400 metros.

Este será então mais um passo nessa luta de Semenya, depois dos recursos à CAS e ao tribunal suíço, com o apoio do governo sul-africano e da Comissão para a Igualdade de Gênero, bem como várias comissões locais de direitos humanos.

Semenya compete em provas femininas, mas para a World Athletic, mulheres com atributos masculinos, como a sul-africana, tem uma "vantagem desleal" sobre as adversárias. "Vamos continuar esta luta contra a discriminação até que Semenya possa voltar a correr livre de perseguições", completou o advogado.

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