Semifinal rende R$ 4 milhões aos cofres são-paulinos

Dinheiro é de contrato de patrocínio com a mesma empresa parceira do Corinthians. Valor pode creser, se time for campeão

, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2010 | 00h00

A classificação às semifinais do Campeonato Paulista já rendeu dividendos ao São Paulo. O clube acertou um patrocínio de apenas um mês com a Hypermarcas, o mesmo conglomerado de empresas que apoia o Corinthians. Receberá R$ 4 milhões para estampar na camisa os logotipos da Bozzano (que tem o corintiano Ronaldo como garoto propaganda de seus produtos de barbear) no peito e do adoçante Zero-Cal nas mangas nos dois jogos diante do Santos, pelo Estadual, e contra o Once Caldas, dia 21, pela Libertadores.

Se o São Paulo conquistar o título paulista, ainda pode ganhar um bônus de R$ 500 mil da Hypermarcas, totalizando um acordo de R$ 4,5 milhões em um mês. Ainda está longe do patrocínio do rival de Parque São Jorge, que lucrará R$ 41 milhões por contrato de um ano, mas já foi comemorado pela direção, satisfeita pelo menos em ter mais tempo para negociar com novos interessados em estampar sua marca na camisa da equipe.

Com o acordo, o São Paulo praticamente define que a última partida com "camisas limpas" na temporada foi na vitória de 3 a 1 sobre o Santo André, quarta-feira, em Piracicaba. O uniforme sem logotipos de patrocinadores, no entanto, continua à venda nas principais lojas de artigos esportivos. A boa notícia para o torcedor é que as últimas unidades das camisas serão vendidas com desconto. Na loja do Estádio do Morumbi já custam R$ 99 - R$ 70 a menos do que quando do lançamento. Mais de 100 mil camisas foram vendidas e o São Paulo espera negociar pelo menos 200 mil para considerar a promoção um sucesso.

Patrocínio permanente. Enquanto estampa o nome das empresas da Hipermarcas em sua camisa até o início de maio, o São Paulo tenta fechar contrato com outras companhias para o restante da temporada. Segundo o marketing tricolor, há oito anunciantes interessadas. Uma das empresas de Eike Batista, o maior milionário do Brasil, a EBX, está no páreo para ingressar no futebol. A meta são-paulina é lucrar R$ 40 milhões com os anúncios na camisa até o final do ano

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