Senna sem euforia: ''Não dá para esperar milagre''

Na sua volta como titular à categoria, na Bélgica, brasileiro diz que ainda tem muita coisa a[br]aprender do seu carro

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2011 | 00h00

ENVIADO ESPECIAL

SPA-FRANCORCHAMPS

Se depender do grau de consciência do seu momento como piloto, Bruno Senna já largou bem na disputa do GP da Bélgica, prova que marca sua volta à Fórmula 1 como titular, agora na Renault.

"Não dá para esperar milagre. Será um fim de semana de aprendizado. Preciso aprender muita coisa ainda do carro para me sentir confiante em marcar pontos", disse, ontem, no circuito de Spa-Francorchamps, onde hoje começam os treinos livres.

Mas, ao mesmo tempo, o local da volta à F1 é o melhor, na sua avaliação. "É a minha pista favorita. Sempre ando bem aqui, faça chuva ou sol." Já largou na pole, na GP2, em 2008, e na temporada de estreia na categoria, em 2007, largou em terceiro. "Não tenho dificuldade para andar rápido aqui."

O desafio envolve, como lembrou, bem mais que a adaptação aos 7.004 metros do traçado belga. "Não conheço os pneus Pirelli. Na Hungria, no treino livre que fiz sexta-feira de manhã, não cheguei a usar um jogo novo e explorá-lo como será na classificação", disse o piloto brasileiro. "Preciso compreender, também, como é seu comportamento ao longo da corrida, tudo é novidade para mim."

Por enquanto, ele está garantido nas etapas da Bélgica e Itália. "A intenção da Renault é me manter até o fim do campeonato, mas vai depender de decisão judicial." Nick Heidfeld, a quem substitui, entrou com recurso contra o time francês por causa da dispensa no meio da temporada. E no fim da tarde apareceu no circuito, provavelmente orientado por seus advogados.

"Tenho contrato e vim cumpri-lo", falou Heidfeld. Ele quer mostrar que quem não está observando o acordo é o time. O que o alemão deseja é receber uma bela bolada de dinheiro pela quebra do contrato.

Bruno precisa causar boa impressão visando a renovação para 2012, já que ainda não se sabe se Robert Kubica poderá regressar à Fórmula 1 após o grave acidente de rali, em fevereiro.

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