Ser alto exige mais cuidados na preparação

O tamanho dos gigantes do esporte não requer nenhum cuidado especial. Pelo menos do ponto de vista médico. "Não há relação, por exemplo, de aumento de lesão por causa da altura", explica o ortopedista André Pedrinelli. No dia a dia esportivo, porém, a conduta varia. Hoje, Renan segue treinamento igual ao dos demais. Mas nem sempre foi assim.

, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2010 | 00h00

Logo que chegou no time de São Bernardo, há 6 anos, o garoto teve de cumprir planejamento específico para ganhar peso. "Ele não tinha condições físicas de aguentar o ritmo de treinos. Por isso, às vezes ficava fora para não se desgastar", comenta o preparador físico Marcelo Zangrande. Funcionou - Renan cresceu 20 cm e ganhou 35 kg.

A disparidade peso/altura tem origem na adolescência. "É na fase dos 15 anos que os garotos sofrem o estirão, mas a estrutura muscular não acompanha", explica o preparador.

Outro problema dos mais altos é a agilidade. Tem movimentos que se podem melhorar, outros não. Renan consegue dar peixinho, mas é difícil chegar na bola. "Ele realmente vai demorar mais do que o Gian, que está mais próximo do chão", compara Marcelo.

Para os gigantes ter a capacidade técnica semelhante a dos mais baixos, o ideal é que realizem atividade física desde criança. "É preciso estimular a coordenação e as outras funções antes. Se não, a gente não consegue melhorar a condição do atleta."

Apesar do aval para praticar qualquer esporte, os mais altos não têm muita chance em algumas modalidades. Futebol é uma delas. "Falta velocidade. Mesmo com a perna maior, Renan perderia para o Gian, que tem naturalmente mais explosão pelo seu tamanho", explica Marcelo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.