Ser tratado como gado, a recompensa pela paixão

Que o torcedor, no Brasil, é tratado como gado todo mundo sabe. É rotina - triste rotina - jogos de grande importância serem precedidos de sufoco já na compra de ingressos. São filas quilométricas, empurra-empurra, xingamentos, enfim, um clima de tensão que normalmente termina em brigas.É comum não haver bilhete para todo mundo. Pelo menos não nas bilheterias. Mas, enquanto muito torcedor fica na mão, os cambistas aparecem com as mãos forradas de ingressos, evidentemente adquiridos sem filas e vendidos por preços bem acima da "tabela??.O que ocorreu ontem de manhã no Pacaembu não surpreende. Causa, porém, indignação, principalmente porque a confusão poderia ter sido evitada. De várias maneiras.Um método de venda mais eficiente, com espaço maior de tempo (sabe-se há duas semanas que a final será domingo, ou não?), mais pontos de venda e uma quantidade maior de bilhetes destinada ao local de maior movimento de torcedores, o Pacaembu, teria mais chance de dar certo.Sem contar que, tivesse o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, aberto mão da bobagem infantil de não jogar no Morumbi, proporcionaria a mais 30 mil fiéis a alegria de assistir in loco à decisão.Mas vai ver que o cartolão acha que eles não merecem...

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