''Será um ano de grandes alegrias''

Affonso Della Monica, presidente do Palmeiras, acredita no título

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

23 de abril de 2008 | 00h00

O presidente Affonso Della Monica costuma economizar palavras e fugir da mídia. Prefere trabalhar na sua sala, quieto. E lá comemora a atual fase do Palmeiras. Após vários anos sem formar uma equipe competitiva, o clube voltou a figurar entre os primeiros e agora tem chance real de título. As milionárias contratações do início do ano surtiram efeito. Por isso, em uma de suas poucas aparições em público, o dirigente mostrou otimismo. ''Acredito que, pelo andar da carruagem, pode ser ano de grande alegria'', confirmou ontem. ''A gente persegue esse título (estadual) há muito tempo. Neste ano fizemos bom planejamento e trouxemos grande técnico.''Della Monica está confiante. Se o título vier, diz o cartola, o Palmeiras ganhará ânimo para a seqüência da Copa do Brasil e também para a disputa do Brasileiro. ''O título vai fazer com que o time dê arrancada, tenho certeza'', admitiu. ''Se perder, não tem problema, nosso projeto é para resultados a médio e a longo prazos.'' Mas também reconhece: está cansado de ver os outros fazerem a festa.E a festa alviverde, acredita o presidente, virá dentro de 10 dias, no Palestra Itália. Antes disso, o Palmeiras terá outras batalhas. A primeira é amanhã, contra o Sport, no jogo de ida das oitavas-de-final da Copa do Brasil - a volta será dia 30, no Recife.Os jogadores palmeirenses esperam mais uma vez fazer do seu estádio a arma para derrotar um rival. ''O Palestra é a nossa casa, um caldeirão'', disse o zagueiro Henrique. ''Para a gente, não existe esse negócio de fantasma aqui'', avisou. ''Fantasma é para os adversários.'' Henrique tem razão de falar da força do Palestra. Nos cinco jogos que o time realizou em seu campo, neste ano, houve quatro vitórias e um empate. Retrospecto bem diferente de 2007, quando foi eliminado da Copa do Brasil e perdeu a vaga na Libertadores em casa.

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