Serginho festeja até hoje o gol na prorrogação

EU ME LEMBRO

, O Estadao de S.Paulo

28 de agosto de 2009 | 00h00

"Eram 13 minutos do segundo tempo da prorrogação e o 0 a 0 no placar garantia o Palmeiras na final do Campeonato Paulista de 1978, diante do Santos, que havia eliminado o Guarani. Eu sofria uma marcação limpa, mas implacável do zagueiro Beto Fuscão.Não tinha feito nada no jogo. A torcida do São Paulo já tinha quase toda ido embora do Morumbi, achando que não tinha mais condições da equipe reverter aquela situação. Os torcedores do Palmeiras não parava de cantar: "Ai, ai, ai, ai, tá chegando a hora. O dia já vem, raiando meu bem, eu tenho de ir embora. " Foi então que o Getúlio (lateral-direito do São Paulo) lançou uma bola em direção ao gol do Gilmar (goleiro do Palmeiras). O Beto Fuscão deixou a marcação sobre mim para ser feita pelo Marinho Peres. Mas ele não chegou perto de mim naquele lance. Subi sozinho para cabecear, praticamente em cima da linha da grande área. A bola pegou na minha cabeça, subiu e sem querer, querendo, foi cair no ângulo esquerdo do Gilmar. Foi um gol esquisito, mas um dos mais importantes de toda a minha carreira. O jogo foi em 17 de junho de 1979 (por causa da problema com o calendário), no ano anterior eu tinha ficado fora da final do Campeonato Brasileiro de 1977, contra o Atlético-MG, e da Copa do Mundo de 1978, por causa de uma suspensão de dez meses, depois que chutei o bandeirinha Valdevaldo Rangel em uma partida contra o Botafogo, em Ribeirão Preto, que o São Paulo perdeu por 1 a 0. Por isso o gol foi tão importante para mim. Corri enlouquecido o campo todo e fui parar do outro lado pra abraçar o Waldir Peres (goleiro são-paulino). A torcida do São Paulo voltou inteira para festejar, enquanto os palmeirenses saíram do Morumbi de cabeça cheia."

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