Sérgio esbanja otimismo

?Ninguém acredita mais na Ponte do que eu?, diz técnico

O Estadao de S.Paulo

26 de abril de 2008 | 00h00

O técnico Sérgio Guedes não cansa de repetir que os jogadores da Ponte Preta podem entrar para a história do clube com o primeiro título de expressão no futebol. Mas o comandante não tem garantia alguma de que, caso não obtenha o feito, continuará na equipe por muito tempo. "Meu contrato é no bigode", diz. E Sérgio nem se importa. "Futebol é resultado. Confio muito no que faço."Confiança é fator determinante na passagem do inexperiente treinador pela equipe campineira. Sérgio acredita nos seus jogadores e no trabalho que vem sendo feito pela direção do clube. "Nunca foi o dinheiro que me segurou em lugar algum. Já estamos planejando a Série B do Brasileiro. Eu sinto o que diz coração para fazer qualquer coisa", confessa.Muito do resultado da Ponte nesse campeonato pode ser atribuído a esse comportamento do técnico. "Procuro dar o exemplo", explica.Mas o campeonato está no final e talvez alguns dos atletas não sigam o professor. Vários são assediados por grandes clubes do futebol brasileiro e até do exterior e o clube terá dificuldades para manter os principais destaques do Paulista, como Renato e Elias. "Seria muito frustrante se algum deles tivesse de sair", conta. "A Ponte deu chance para todo mundo aqui."Sobre comparações com o rival de hoje, o afamado Vanderlei Luxemburgo, o ponte-pretano mostra humildade. "Ele tem muito mais história e está muito mais maturado. Mas quem é cobrado por resultados tem desejos semelhantes."Mesmo reconhecendo o favoritismo do Palmeiras, Sérgio deixa bem claro qual o seu principal objetivo neste Campeonato Paulista: ser o campeão e virar um ídolo eterno do clube que o revelou para o futebol como goleiro, em 1984. "Se conseguirmos, vou ter história para contar para os meus netos."Um grande teste espera pelo treinador nesta final. Conseguir escalar um time competitivo apesar dos importantes desfalques dos meias Renato e Elias, do experiente zagueiro César e do lateral-direito Eduardo Arroz. Como bom estrategista, Sérgio esconde o time até os minutos anteriores ao jogo. Mas nada de dúvidas. "Ninguém acredita mais no time da Ponte do que eu."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.