Shannon Stapleton/Reuters
Shannon Stapleton/Reuters

Série de 10 lutas vão movimentar até R$ 11,3 bilhões

Até o meio do ano, cerca de 10 milhões de assinaturas devem ser vendidas no sistema pay-per-view

Wilson Baldini Jr., O Estado de S. Paulo

30 de março de 2014 | 07h00

SÃO PAULO - O mundo do boxe festeja a atual fase, a mais rentável para empresários e pugilistas. Com a marcação de dez grandes lutas até o meio do ano, a nobre arte prevê uma movimentação de US$ 5 bilhões (R$ 11,3 bilhões) e a venda de 10 milhões de assinaturas no sistema pay per view.

Os carros-chefe continuam sendo o norte-americano Floyd Mayweather e o filipino Manny Pacquiao, que farão duas lutas cada este ano. Cada apresentação dos principais nomes do boxe garante um faturamento de US$ 500 milhões, com bolsas que podem atingir US$ 40 milhões, graças à venda de mais um milhão de assinaturas por combate no pay per view, no valor unitário de US$ 55,00.

Pacquiao luta em 12 de abril, contra o norte-americano Timothy Bradley, em Las Vegas. Trata-se de uma revanche, pois Bradley venceu em 2012, em decisão bastante contestada. Espera-se que cerca de 1,5 milhão pague para ver do sofá de casa. Este número vai crescer, pois o evento foi comprado pela Boxnation, que vai retransmitir para Ásia e Europa.

A bolsa do filipino deverá ultrapassar os US$ 25 milhões, enquanto Bradley não subirá no ringue por menos de US$ 15 milhões.

Em 3 de maio, será a vez Mayweather entrar em ação. "The Money", como é conhecido, faz a terceira luta sob o contrato com o canal Showtime, que lhe garante US$ 250 milhões para seis aparições. Ano passado, em dois combates, Mayweather vendeu 3 milhões de assinaturas no pay per view – 850 mil contra Robert Guerrero e 2,2 milhões diante de Saul Canelo Alvarez.

O adversário de Mayweather será Marcos Maidana, que vai receber a maior bolsa já ganha por um argentino: cerca de US$ 10 milhões.

Junto a eles juntam-se nomes de muito carisma, como os dos mexicanos Saul Canelo Alvarez e Julio Cesar Chavez Jr. Aos 23 anos, Canelo sabe usufruir do carinho dos fãs, que chegam a pintar o cabelo de seus filhos de ruivo. Ele tem três aparições previstas para 2014. Na primeira, dia 8, diante do compatriota Alfredo Angulo, recebeu US$ 1,25 milhão só de bolsa e levou 350 mil pessoas a pagar para ver pela televisão.

Canelo volta a lutar em 26 de julho, muito possivelmente contra o cubano Erislandy Lara e em setembro, diante do vencedor entre o porto-riquenho Miguel Cotto e o argentino Sergio Martinez.

Julio Cesar Chavez Jr., o filho da lenda mexicana, resgatou parte de seu prestígio e deverá fazer um dos duelos mais eletrizantes dos últimos tempos contra Gennady Golovkin, peso médio de maior pegada do boxe atual. Um contrato milionário está sendo arquitetado pelo empresário Bob Arum para que a luta saia em 19 de julho.

Em 7 de junho, o Madison Square Garden, em Nova York, vai receber um duelo que poderá ser o mais sensacional do ano: Miguel Cotto x Sergio Martinez. O porto-riquenho recusou uma oferta de US$ 15 milhões para enfrentar Canelo, pois vai tentar o quarto cinturão mundial diante do argentino. Garantia de sucesso de bilheteria e no pay per view.

Até os veteranos aproveitam a boa fase para encher os bolsos. É o caso de Bernard Hopkins, pugilista mais velho a ganhar um título mundial. Aos 49 anos, ele luta dia 19 de abril, em Atlantic City, contra Beibut Shumenov, pela unificação dos meio-pesados. A bolsa do "quarentão" vai superar facilmente US$ 1 milhão.

Na Europa, a expectativa fica por conta do duelo britânico entre Carl Froch e George Groves, que vai valer o cinturão unificado dos supermédios da AMB e FIB. São esperados 70 mil espectadores no Estádio de Wembley, dia 31 de maio. Em 10 de março, 60 mil deles foram comprados em apenas uma hora. Os preços variam de 30 a 500 libras (R$112 a R$1,8 mil).

A boa fase do boxe fez até o canal norte-americano ESPN comprar os direitos do duelo entre os pesos pesados Bermane Stiverne e Chris Arreola, dia 10 de maio, em Los Angeles. Já o FOX passa semanalmente lutas da empresa Golden Boy Promotions, de Oscar De la Hoya.

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