Serra e Aécio lutam pelo 1.º jogo

Governadores querem abrir Mundial e ter a sede do centro de imprensa

Jamil Chade e Leonencio Nossa, O Estadao de S.Paulo

30 de outubro de 2007 | 00h00

Zurique - Os governadores tucanos José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) começaram ontem a travar de forma concreta a primeira guerra de 2010. Os governadores de São Paulo e de Minas disputam o direito de realizar o jogo de abertura da Copa de 2014, e de receberem também o centro de imprensa, onde vão trabalhar jornalistas de todo País e do exterior. Eles só concordam num ponto: o jogo da final deve ocorrer no Maracanã. "Eu tinha oito anos quando assisti ao jogo do Brasil com o Uruguai na Copa de 50", lembrou Serra.São Paulo montou um lobby para defender seus interesses na Fifa e pede não apenas que a abertura do Mundial ocorra no Morumbi, mas que a cidade seja sede também do Congresso Anual da Fifa e receba o centro de imprensa. O São Paulo Futebol Clube se comprometeu a pagar pela reforma do estádio do Morumbi, que teria projeto do arquiteto Ruy Ohtake.Eles não estão sozinhos na briga. O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), disse que a ampliação do Mané Garrincha, que pode ter capacidade para 80 mil torcedores, pode abrigar o jogo de abertura. Arruda ainda sonha que a imprensa fique no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, perto do estádio. "A capital já começou as obras", disse, referindo-se ao projeto de ampliação do Mané Garrincha. O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), por sua vez, disse que gostaria de ver o centro de imprensa no seu Estado. Também quer organizar a Copa das Confederações, uma prévia do Mundial, em 2013. Ele disse que o Rio conta com 12 mil quartos de hotéis e precisa de mais seis mil para atender à demanda. Cada governador trouxe para Zurique assessores, panfletos com seus projetos já traduzidos em inglês e diferentes argumentos para justificar por que suas cidades são as mais adequadas para receber os jogos.O Amazonas aposta nas questões ambientais para ser sede. Uma das idéias do governador Eduardo Braga (PMDB) é a criação de um fundo que permita a empresas comprarem crédito de carbono para compensar as emissões geradas na Copa. No Mato Grosso, o argumento é de que o estado "é o centro da América do Sul" e seria mais fácil para torcedores de países vizinhos chegarem ao local , caso se classifiquem. O governador Blairo Maggi (PR) promete gastar R$ 1 bilhão em estádio e infra-estrutura e aposta que o Pantanal possa ser um fator de atração que justifique a escolha de Cuiabá como sede.

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