Sete corintianos são presos depois de atirar sinalizadores

Torcedores brasileiros foram flagrados pelas câmeras da Bombonera. Diretoria do clube interveio para liberá-los

FÁBIO HECICO, RAPHAEL RAMOS , BUENOS AIRES, ENVIADOS ESPECIAIS, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2012 | 03h10

Os torcedores do Corinthians estão sentindo na pele como é viver numa cidade com leis sérias e punições rígidas. Se no Brasil eles fazem e acontecem, na Argentina a vida não foi nada fácil para muitos deles.

Um grupo de sete torcedores passou a noite na cadeia. Eles foram flagrados pelas câmeras de segurança da La Bombonera atirando sinalizadores para dentro do campo e presos momentos depois. Ontem, os amigos da caravana tentavam ajuda dos dirigentes para que fossem liberados.

"Amigo, ajuda a gente. Os meninos não fizeram aquilo por mal. Vejam o que podem fazer para eles serem liberados, já que nem nos informam onde estão", implorava, a todo custo, o "líder" da caravana, ainda clamando pela chegada de um mecânico que arrumasse o ônibus.

A direção do Corinthians prestou solidariedade ao grupo e garantiu que fez o possível. "Já tentamos (ajudar), fizemos contato com a polícia aqui até quatro, cinco da manhã. Eles abrem procedimento e depois liberam. Vão liberar logo", disse o diretor adjunto de futebol, Duílio Monteiro Alves. Como não podiam esperar pelos amigos, a turma do "busão" fez uma vaquinha para colaborar com a compra de passagens para os sete. Arrecadaram cerca de R$ 1 mil.

Observado de perto pelos policiais, um grupo de 15 torcedores passou o dia fazendo cantoria pelas ruas centrais. Chegaram a assustar alguns comerciantes, mas não foram além das músicas.

Se a turma da caravana conseguiu retornar, mesma sorte não tiveram 20 torcedores da Gaviões da Fiel que tentaram curtir ao máximo a estada em Buenos Aires. Eles chegaram ao aeroporto de Ezeiza com pouco mais de uma hora para o embarque (pede-se 2 horas de antecedência) e foram comunicados que já não haveria tempo para fazer o procedimento. "Perdemos o voo, mas a culpa foi nossa. Atrasamos e agora teremos de esperar até amanhã, às 11 horas", lamentou Sergio Monteiro Matsueda, o Japa, que dormiria junto com o grupo ali mesmo. "Essa é a companhia Gol. Fazer o quê?. Não tem problema, tudo para o corintiano é mais difícil", endossou Bruno Leão de Souza, de Cangaíba.

Violência. O torcedor do Corinthians Felipe Severino Jobim, esfaqueado no início da madrugada de ontem, está em estado grave, mas estável, segundo informações da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. O incidente aconteceu em frente à sede da torcida organizada Gaviões da Fiel, no bairro Bom Retiro.

De acordo com a assessoria do hospital, o jovem deu entrada à 1h15 com um corte de arma branca no pescoço. Ele passou por uma cirurgia e está no pós-operatório em estado grave. O boletim de ocorrência foi registrado no 2.º Distrito Policial do Bom Retiro.

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