Show de Oscar na estreia do Chelsea

Garoto marca dois gols, um deles de gênio, no empate por 2 a 2 diante da Juventus; e Messi salva o Barcelona

O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2012 | 03h04

Em sua primeira partida como titular, Oscar começou a justificar os quase R$ 80 milhões que o Chelsea gastou para contratá-lo. Fez os dois gols do empate por 2 a 2 contra a Juventus, na primeira rodada do Grupo E da Copa dos Campeões.

O segundo deles merece descrição detalhada: o camisa 10 da seleção brasileira deu uma meia-lua no renomado Andrea Pirlo e chutou de virada, no ângulo, encobrindo Buffon. Além dos gols, Oscar fez o time jogar, com passes precisos e lances criativos. Com a atuação de ontem, o meia começa a se transformar no maior inimigo do Corinthians no Mundial de Clubes - se não houver zebras, o Chelsea deve ser o rival do time brasileiro na decisão. "Oscar fez um ótimo trabalho tático, além de marcar belos gols. Foi a partida certa para ele estrear", elogiou o técnico Roberto Di Matteo.

A estreia de Oscar não foi perfeita porque o Chelsea recuou com a vantagem de 2 a 0 e permitiu que a Juventus, sempre mais organizada, conquistasse a igualdade. Vidal diminuiu e Quagliarella empatou após falha bisonha de Mikel na saída de bola. Os italianos poderiam ter virado o jogo: o mesmo Quagliarella acertou o travessão no final.

Barça sua. Um sofrimento além da conta marcou a vitória apertada do Barcelona sobre o Spartak por 3 a 2. Os espanhóis perdiam por 2 a 1 até os 27 minutos do segundo tempo, quando Messi - em uma jornada apagada até aquele momento - fez os dois gols que colocaram a equipe na liderança do Grupo G (no outro jogo, Benfica e Celtic empataram por 0 a 0).

O Barcelona sofreu no Camp Nou por três motivos. Iniesta não jogou por causa de uma contusão e fez muita falta na armação. O time catalão enfrentou um esquema defensivo quase perfeito, em que os onze jogadores recuavam atrás da linha da bola. Por fim, o time catalão errou muito.

Embora com o domínio habitual da posse de bola, o Barça não tinha profundidade. A bola rodava e nada. O primeiro gol saiu cedo, aos 14, mas a partir de uma jogada individual do coadjuvante Tello. Quinze minutos depois, a vaca começou a ir para o brejo da Catalunha. Após um contra-ataque, Daniel Alves engrossou dentro da sua área e fez contra. Os russos ficaram no olimpo quando o ex-vascaíno Rômulo escreveu uma insólita virada: 2 a 1. Eram 13 do segundo tempo e Messi fechou a cara.

O ferrolho russo, no entanto, não aguentou a pressão. Após jogada de Tello, Messi só tocou para empatar. A virada veio aos 35: após cruzamento de Sanchez, Messi definiu o suado 3 a 2.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.