Show dos meninos no empate na Vila

Lucas fez um golaço no primeiro tempo. Ganso deu o troco, no clássico que o Santos foi [br]superior ao São Paulo

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2011 | 00h00

ENVIADO ESPECIAL / SANTOS

Os talentosos meninos de Santos e São Paulo não desapontaram os torcedores que estiveram ontem à tarde na Vila Belmiro. Em um clássico bem disputado, Lucas fez um golaço após jogada individual no primeiro tempo, enquanto Paulo Henrique Ganso respondeu na mesma moeda na etapa final, com chute da entrada da área.

O 1 a 1 ficou de bom tamanho para o que foi o duelo. O Santos teve o domínio e foi superior pelo fato de atuar com um jogador a mais desde os 27 minutos do primeiro tempo. O São Paulo, por sua vez, fechou-se com eficiência e poderia até ter vencido em dois contra-ataques.

Desde os primeiros minutos da partida ficou claro que o São Paulo não iria acabar o jogo com 11 jogadores. Os comandados de Adilson decidiram parar os hábeis santistas com faltas. Era uma atrás da outra.

Os tricolores apenas se revezavam na distribuição de pancadas. Neymar era o alvo principal. Assim como ocorreu na semifinal da Libertadores, quando ainda estava no Cerro Porteño, Piris foi o escolhido para tentar parar o craque. O difícil era encontrá-lo. Quando conseguia, o paraguaio o derrubava e, muitas vezes, de maneira grosseira.

Mas não era apenas Neymar que passava mais tempo caído do que de pé no gramado da Vila. Os são-paulinos acertavam quem surgia pela frente. Não à toa, com 15 minutos, dois jogadores já tinham recebido o cartão amarelo. E aos 27 Carlinhos Paraíba foi expulso por cometer falta em Léo no meio de campo.

Em desvantagem numérica, o São Paulo se fechou, temendo que o filme no clássico contra o Corinthians se repetisse. Naquela oportunidade, Carlinhos Paraíba também foi expulso no primeiro tempo e o time levou 5 a 0.

Do outro lado, Muricy imaginou que pudesse repetir o feito e nem sequer esperou o intervalo para lançar sua equipe para cima. O volante Adriano, que havia acabado de levar um cartão amarelo, foi substituído pelo meia Felipe Anderson.

O tiro saiu pela culatra. O Santos se expôs. E o São Paulo abriu o placar da única maneira que teria chance: uma jogada individual. Lucas pegou a bola na intermediária ofensiva, passou por Durval, deu uma meia-lua em Edu Dracena e marcou.

Pressão. O desenho do segundo tempo foi o seguinte: o Santos no ataque com todo o seu arsenal de jogadas e o São Paulo se segurando com todos os jogadores atrás da linha da bola.

Nesta disputa entre gato e rato, o São Paulo quase marcou em dois contra-ataques, com Wellington e Dagoberto, que pararam em Rafael, e o Santos chegou ao empate em um golaço de Ganso. O meia, até então apagado na partida, acertou um chute no ângulo de Rogério Ceni, que não pôde fazer muito mais do que olhar a bola entrar.

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