Simplicidade é o talismã da equipe mineira

Nem figa, nem pé de coelho ou outro amuleto qualquer. O Atlético-MG diz ter encontrado o remédio contra a maldição na simplicidade. Se isso ocorreu por escolha ou falta de opção do clube já é uma outra história.Grandes contratações foram idealizadas, mas uma a uma ficaram pelo caminho. A começar pelo banco. As especulações iniciais eram de que Vanderlei Luxemburgo, hoje no Palmeiras, dirigiria a equipe. Não houve como trazê-lo e tampouco como manter Leão, que acertou com o Santos.''''Não acredito na maldição, mesmo porque não trouxemos tantos nomes de peso'''', disse Beto Andrade, diretor de Futebol do clube, referindo-se ao Flamengo de 1995. ''''Eu acho que vai ser um ano muito bom para o Atlético. Já conseguimos o Geninho, um treinador de altíssimo nível'''', completou.Da mesma forma como ocorreu com os treinadores, jogadores de renome não fecharam com o Atlético, apesar das tentativas. Foi o que ocorreu com o argentino Gallardo, que acabou acertando o retorno para o River Plate, time de seu país. Também deu errado com outro argentino, Ortega, e com Roger, que já está no Grêmio. Com isso, ainda falta um camisa 10 ao Galo. A aposta de Andrade para a posição era Tchô. O caso do jogador é um prato cheio para os supersticiosos. Na pré-temporada atleticana, o armador conseguiu acumular uma série de intempéries. Teve mal-estar estomacal, chegando a vomitar em um treino, foi atacado por um inseto em campo, que acabou por entrar no seu olho, e, por fim, em uma dividida com o goleiro Édson, fraturou tíbia e fíbula. Resultado: seis meses fora.''''Não, isso não é maldição. Mesmo porque ele vai se recuperar e ainda atuar no ano do centenário'''', afirmou Andrade. O dirigente tem uma explicação mais lógica para o desempenho pífio dos times centenários.Em primeiro lugar, aumenta a cobrança dos torcedores e, em segundo, a equipe torna-se um alvo dos adversários. ''''Todos querem tirar uma casquinha da nossa festa'''', comentou.

O Estadao de S.Paulo

26 de janeiro de 2008 | 00h00

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