Sindicato interrompe obras para Copa do Mundo e Olimpíada no Rio

Paralisação ameaça obras do corredor de ônibus previsto na Matriz de Responsabilidade dos eventos

Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

07 de abril de 2014 | 13h57

RIO - O sindicato carioca que representa os trabalhos da construção pesada cumpriu a promessa que havia feito em 31 de março e parou os trabalhos nesta segunda-feira em praticamente todas as obras na cidade relativas à Copa do Mundo deste ano e Olimpíadas de 2016. A paralisação ameaça a conclusão do corredor de ônibus Transcarioca, previsto na Matriz de Responsabilidade para a Copa do Mundo e com o orçamento já batendo R$ 1,7 bilhão.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada Intermunicipal do Rio de Janeiro (Sitraicp), Nilson Duarte, "pelo menos 80% dos operários estão parados". A entidade representa 30 mil trabalhadores. "Estão em greve os trabalhadores da Transcarioca, Transmodal, Transolímpica, Metrô Linha 4, Porto Maravilha, obra do Caju e todas as relativas à infraestrutura, como recapeação de asfalto", garantiu Duarte.

A paralisação deve afetar em cheio a conclusão da Transcarioca, obra que liga o Aeroporto do Galeão à Barra da Tijuca. Em fevereiro, a Prefeitura afirmou que a previsão de entrega era o mês de abril. O cronograma, porém, já prevê a finalização para junho, às vésperas da Copa do Mundo.

O Sitraicp exige pagamento de 100% sobre as horas extras, aumento da cesta básica dos trabalhadores de R$ 230 para R$ 300 a partir da data-base de 1º de fevereiro e 10% de aumento nos salários. "Os números que nós pedimos é o mínimo necessário", avalia Duarte. De acordo com ele, as empresas já ofereceram aumento escalonado no valor da cesta básica e 9% de reajuste salarial.

Além dos operários representados pelo sindicato da construção pesada, os trabalhadores do Parque Olímpico e da Vila Olímpica, que cruzaram os braços na quinta-feira da semana passada, também continuam em greve.

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