Skate tirou Bob Burnquist das drogas

Aos 16 anos, o skatista brasileiro Bob Burnquist trocou as drogas pelo profissionalismo no esporte. Hoje, aos 25, colhe os frutos de quem fez a escolha certa. Primeiro colocado do ranking mundial na categoria skate vertical e por três vezes campeão dos X-Games (principal competição de esportes radicais), Bob acaba de ser indicado, por jornalistas de todo o mundo, para concorrer ao prêmio de melhor atleta de esportes alternativos, do prestigiado Laureus World Sports Award. "O importante é que não sou eu, mas o skate que está ganhando reconhecimento", diz Bob, que não se ilude com o sucesso e prefere dar conotação social à sua atividade. Segundo ele, a partir do momento em que uma pessoa escolhe o caminho do esporte, sua vida está salva. "Eu fumava, cheirava e ia para cima do skate. Com o tempo, não conseguia mais me equilibrar", conta o brasileiro. "Foi quando optei pelo prazer e a arte do skate." A condição de melhor do mundo deu ao carioca criado em São Paulo a oportunidade de esnobar um contrato com a Nike, empresa americana de marketing esportivo. "Eles não têm tradição no skate e preferi ficar com a Hurley", revela. "Agora, a Nike comprou a Hurley, mas continuo dando orientações na minha patrocinadora. Eles não vão se meter comigo." No Rio para prestigiar a primeira edição da eliminatória Latino-Americana dos X-Games, que começou nesta quinta-feira e vai até domingo, no Aterro do Flamengo, Bob afirma estar feliz com o atual momento. O skatista mora com a mulher, Jennifer, e a filha, Lótus, em San Diego. Para desenvolver sua técnica, construiu, no quintal de casa, a maior pista particular de skate do mundo, com um half pipe de 36 metros de largura e 4 metros de altura.

Agencia Estado,

21 Março 2002 | 19h53

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