Cristiano Andujar/AGIF
Cristiano Andujar/AGIF

Só com Neymar o Santos funciona

Equipe sai perdendo do Figueirense e graças ao empenho do craque consegue a virada e a 1ª vitória fora de casa

PAULO GALDIERI, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2012 | 03h01

O Santos mostrou ontem em Florianópolis o quanto é dependente de Neymar. E o craque mostrou que o Santos pode contar com ele. Na sua volta, o time da Vila Belmiro finalmente venceu a primeira partida fora de casa.

O Santos precisou esperar a volta de seu craque para conseguir marcar o primeiro gol como visitante no campeonato. De Neymar, claro.

O segundo gol, o da virada sobre o Figueirense, no Estádio Orlando Scarpelli, não foi dele, mas foi um gol que ele assinaria a autoria, sem dúvida. Bruno Peres, no melhor estilo do colega famoso, marcou após enfileirar os adversários. Paulo Henrique Ganso, sumido no jogo todo e longe de ser o maestro do time de Muricy Ramalho, ainda apareceu no final para fazer o último: 3 a 1.

Mas o primeiro triunfo longe de casa não foi obtido sem que a equipe precisasse suar e até passar por apuros. Muricy escalou todo mundo que passou à sua frente na concentração. A força máxima disponível do Santos estava toda lá. Desta vez, o técnico não tinha margem para desculpas. Em campo estavam Ganso, Neymar, Arouca, Juan e até o estreante André e o goleiro Rafael.

Com todo mundo, o técnico armou o time no tradicional 4-4-2 que mais gosta de usar. à frente, só Neymar e André, com Patito Rodrigues, o destaque do jogo contra o Atlético-GO, recuado para vir do meio do campo e dar alternativas a Ganso, o único armador da equipe.

Mas toda a força ofensiva santista não saiu do papel no primeiro tempo. Já as fragilidades da defesa, um problema crônico do time neste Brasileiro, estavam lá. As laterais, como de hábito, eram as portas de entrada, um convite ao ataque do Figueirense - um time desesperado por uma vitória em casa e que foi para cima. O Santos, mesmo pronto para os contra-ataques, sentiu dificuldades de fazer a transição de seu campo para o do adversário com mais rapidez.

As expulsões de Juan, pelo Santos, e depois de Túlio, pelo Figueirense, pouco mexeram no desenho do jogo. O que mudou foi que Neymar, com mais espaço, começou a aparecer mais.

O problema é que o craque errava lances que não costuma errar. E um Neymar passível de falhas comuns é tudo o que o time da Vila não está precisando neste momento.

Mas a aparente desconexão do craque com a realidade santista não durou o jogo todo. Sua "aterrissagem" em campo aconteceu logo no começo do segundo tempo, talvez acordado pelo erro de marcação da defesa do Figueirense, que ele não desperdiçou. Dali para a frente, o Santos se aproveitou bem da má fase do Figueirense, que sentiu o golpe e não foi capaz de resistir.

O Santos não foi o time dos espetáculos, mas mostrou que não é candidato ao rebaixamento. Ao menos enquanto tiver Neymar, mesmo que ele não jogue o tempo todo como Neymar.

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