Satiro Sodré/SSPress/CBDA
Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Sob ameaça da Fina, Miguel Cagnoni é eleito presidente da CBDA

Representante da chapa Inovação e Transparência irá comandar a entidade pelos próximos quatro anos

Marcio Dolzan / RIO e Nathalia Garcia, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2017 | 18h33

Representante da chapa Inovação e Transparência, Miguel Cagnoni foi eleito nesta sexta-feira o novo presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Ele irá comandar a entidade pelos próximos quatro anos, tendo como principal missão retirar a entidade de uma grave crise financeira e institucional. De imediato, terá que convencer a Federação Internacional de Natação (Fina) a reconhecer o pleito e evitar uma suspensão do Brasil de competições internacionais.

Cagnoni teve um total de 64 votos (46 de clubes e federações adimplentes), superando por larga margem o segundo colocado, Cyro Delgado, da chapa Cara Nova, que fez 26 (22 de adimplentes). Jefferson Borges, da Novos Rumos, somou apenas 3 votos. Houve ainda dois votos em branco e um que acabou anulado. Dez votantes não compareceram.

O dirigente será o primeiro a dirigir a entidade máxima da natação brasileira após três décadas presidida por Coaracy Nunes, preso no Complexo Penitenciário de Gericinó desde abril após operação da Polícia Federal. Nos últimos três meses, a CBDA vinha sendo administrada por um interventor judicial, e é por esse motivo que a Fina não quer reconhecer o pleito desta sexta.

Sobre isso, Miguel Cagnoni irá pedir ajuda a outras instâncias esportivas do País. "A questão da Fina é uma questão política, e como tal tem que ser tratada politicamente. Isso envolve ministério do Esporte, Comitê Olímpico do Brasil, todas as autoridades esportivas do País. Vamos apresentar uma explicação e uma justificativa para aquilo que eles não estão entendendo", afirmou.

 

CBDA vai continuar no Rio

Paulista, Cagnoni declarou após o pleito que manterá a CBDA no Rio e planeja se mudar para a cidade. Também prometeu manter os atuais funcionários da entidade.

Na quinta-feira, ele conversou com o Estado e apontou que, antes de mais nada, precisa se inteirar da verdadeira situação da CBDA. "Nesse início de gestão precisamos ter uma fotografia confiável da situação financeira da Confederação. Não tenho informação certa do que a gente vai encontrar lá do ponto de vista financeiro. Sem essa informação, fica difícil planejar. O mais importante é estabelecer a credibilidade da marca em cima da nova gestão", comentou.

Cagnoni promete uma auditoria independente das contas. Ele também tem confiança na manutenção do patrocínio dos Correios, mas frisou que a CBDA irá atrás também de outros apoiadores. "Não podemos depender de apenas um."

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