Sob ameaça de pane, Palmeiras vai a Barueri

Luxemburgo mexe no time que tenta resgatar confiança hoje contra um adversário caseiro. Obina entra no ataque e Pierre pede ?cabeça no lugar?

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

30 de maio de 2009 | 00h00

Abalado pelo empate por 1 a 1 com o Nacional, o Palmeiras tenta hoje esquecer a Libertadores para não fazer feio no Campeonato Brasileiro. Com quatro pontos em três jogos, o objetivo é um só: vencer o Barueri, às 18h30, na Arena Barueri, e recuperar o moral perdido com o tropeço na quinta-feira.O próximo confronto pela competição continental será apenas no dia 17. Em Montevidéu, o Palmeiras terá de mostrar um futebol mais competitivo e sem erros, se ainda sonha em conquistar o mesmo troféu que levantou em 1999. Até lá, as atenções terão de se voltar para o campeonato nacional. Vão ser três jogos, a começar pelo Barueri, que ainda não venceu - dois empates e uma derrota.Um tropeço hoje complicaria ainda mais a situação palmeirense. O volante Pierre admite que mal dormiu após o empate com o Nacional. Na sexta-feira, tentava mostrar confiança, apesar de seu semblante entregar o desânimo. "Temos de manter a cabeça no lugar", falou. "A vitória vai ser boa para elevar nossa confiança para o jogo da Libertadores", complementou, destacando em seguida os próximos desafios no Brasileiro. "Temos de diferenciar as competições e lembrar de que o momento agora não é de Libertadores."É inegável que os jogadores não conseguem esquecer a partida de volta pelas quartas de final. "Já queríamos que fosse na quarta-feira", disse Pierre, angustiado com a espera.Vanderlei Luxemburgo vai promover mudanças. A principal delas deve ser no ataque. Obina, em jejum de gols desde novembro, quando jogava pelo Flamengo, entrou bem na quinta-feira e tem boas chances de ganhar vaga ao lado de Keirrison. "Em cada jogo eu vou lutar e fazer de tudo para que o Palmeiras saia com a vitória."Como Maurício Ramos está suspenso, a tendência é a de que o treinador opte por um esquema com apenas dois zagueiros. Com essa formação, Diego Souza volta a atuar na posição que gosta e rende mais: um meia que arma e aparece na frente. Como companheiro de Keirrison, Diego Souza some em campo. "Temos muito tempo para treinar até o jogo com o Nacional. Enquanto isso, temos de subir para o pelotão de elite no Brasileiro", afirmou o camisa 7.A última vitória palmeirense foi na estreia do Brasileiro, contra o Coritiba - última vez também que Keirrison balançou as redes. Depois, o time perdeu para o Sport na Libertadores (e conquistou a vaga para as quartas na decisão por pênaltis), perdeu para os reservas do Internacional e empatou com São Paulo e Nacional.

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