Julia Nagy/AP
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Sob pressão, dirigentes da Federação de Ginástica dos EUA renunciam

Paul Parilla, Jay Binder e Bitsy Kelley deixaram seus cargos no quinto dia do julgamento de Larry Nassar

Estadão Conteúdo

22 Janeiro 2018 | 18h42

O presidente e dois membros do conselho da Federação de Ginástica dos Estados Unidos (USA Gymnastics) pediram demissão nesta segunda-feira. Eles renunciaram sob intensa pressão que resulta dos casos de abuso sexual protagonizados pelo ex-médico da entidade, Larry Nassar. O anúncio ocorre depois que dezenas de atletas campeãs olímpicas criticaram a entidade publicamente com declarações de impacto.

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Paul Parilla, Jay Binder e Bitsy Kelley, presidente do conselho de diretores, vice-presidente e tesoureira do conselho, respectivamente, foram os funcionários que deixaram a Federação de Ginástica dos EUA. Nenhum dos três ainda falou publicamente sobre o assunto.

O presidente da entidade, no entanto, veio a público para comentar o ocorrido. "Nós apoiamos suas decisões de renunciar neste momento", disse o presidente da USA Gymnastics, Kerry Perry, em uma declaração publicada nas redes sociais. "Nós acreditamos que este passo nos permitirá avançar mais efetivamente na implementação de mudanças dentro de nossa organização".

O Comitê Olímpico dos EUA, que também foi criticado por sua omissão no caso Nassar, elogiou as demissões. Scott Blackmun, executivo-chefe do comitê olímpico, disse em um comunicado que a organização havia discutido mudanças no conselho com a Federação de Ginástica desde outubro e que as negociações se intensificaram durante o fim de semana.

"A nova liderança do conselho é necessária porque os líderes atuais têm se concentrado em comprovar que eles não fizeram nada de errado", disse Blackmun. "A família olímpica falhou nos casos desses atletas e devemos continuar a tomar todas as medidas necessárias para garantir que isso nunca mais aconteça".

Mark Jones, porta-voz do Comitê Olímpico americano, disse que os principais dirigentes da entidade se encontraram com Parilla no dia 11 de janeiro para pedir que ele renunciasse.

O anúncio das demissões ocorre no quinto dia do julgamento de Larry Nassar, que deve ser concluído nesta semana. No julgamento, realizado em Michigan, mais de 140 mulheres testemunharam contra o médico, que já foi condenado a 60 anos de prisão por pedofilia em outro caso judicial.

Muitas das vítimas que deram depoimento contra Nassar acusaram a Federação de Ginástica americana de "fechar os olhos" diante dos casos de abuso, que, segundo relataram as mulheres, ocorreram na casa do médico e no próprio centro de treinamento da Federação de Ginástica dos EUA.

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