Sob vaias, Bellucci perde nas oitavas de final do Brasil Open

Com atuação muito ruim, tenista número 1 do País é derrotado pelo segundo ano seguido por Filippo Volandri, da Itália

AMANDA ROMANELLI, NATHALIA GARCIA, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2013 | 02h07

Thomaz Bellucci encerrou sua participação no Brasil Open mais cedo do que o esperado e foi vaiado pelo público no Ginásio do Ibirapuera. Assim como em 2012, o quinto cabeça de chave não foi páreo para o italiano Filippo Volandri. Se no ano passado ele chegou às semifinais, nesta edição ele acabou eliminado nas oitavas de final.

Magoado com as vaias, ele critica a falta de apoio do público brasileiro. "É difícil sair de quadra e ser vaiado no meu País, isso nunca aconteceu na minha carreira. É triste saber que as pessoas não valorizam o nosso trabalho."

O brasileiro já havia levado sufoco na estreia diante do novato Guilherme Clezar e voltou a mostrar inconstância ontem. Mas, dessa vez, o adversário não perdoou e atropelou o cabisbaixo Bellucci por 6/3 e 6/2.

Bellucci mostrou decepção com seu desempenho e disse que nada deu certo. "Foi muito frustrante estar dentro da quadra. Estava lutando, tentei o tempo inteiro dar 100%. Não consegui imprimir um estilo de jogo e me soltar. Alguns dias você tenta de tudo e nada dá certo."

O número 1 do País admite que sentiu a pressão por jogar em casa e diz que ainda precisa aprender a lidar com essa situação. "Nunca é fácil para mim jogar no Brasil. Quando entro na quadra aqui sempre tenho um friozinho na barriga a mais, tento dar 100%, mas muitas vezes a pressão é grande."

Nas quartas de final, Volandri enfrentará o argentino Martin Alund, que tem se mostrado a surpresa do torneio. De azarão, o tenista já passou pelo brasileiro Ricardo Mello e superou o francês Jeremy Chardy, 25.º do ranking mundial.

Já Bellucci continua no torneio na chave de duplas. Ao lado do brasileiro João Souza, ele volta a jogar hoje contra os italianos Simone Bolelli e Fabio Fognini.

Outro classificado para a próxima fase é o espanhol Nicolas Almagro, tricampeão do Brasil Open. O tenista superou o chileno Paul Capdeville por 6/4, 6/7 (3/7) e 6/2.

Polêmica. As quadras de saibro usadas no torneio voltaram a ser motivo de transtorno. Depois de muitas reclamações, a Associação dos Tenistas Profissionais interditou a quadra 2, no Ginásio Mauro Pinheiro, e a programação do dia foi alterada. Os três jogos que seriam realizados no local foram remanejados para a quadra 1.

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