Sobrevivente critica homenagem 'longe dos holofotes'

Shaul Ladany, ex-atleta da marcha, considerou 'piada' homenagem feita pelo presidente do COI às vítimas do ataque terrorista do Setembro Negro em Munique, em 1972

Gabriel Toueg, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2012 | 03h07

Shaul Ladany, ex-atleta da marcha e um dos sobreviventes do ataque terrorista do Setembro Negro em Munique, em 1972, vive atualmente no sul de Israel. Ele considerou uma "piada" a homenagem às vítimas do atentado feita por Jacques Rogge, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), "longe dos holofotes, em um ato não oficial".

Ladany lembrou que em setembro, nos 40 anos do atentado, será realizada uma cerimônia no aeroporto militar de Munique, palco do trágico desfecho da tentativa de resgatar os atletas. "Será uma ocasião completamente desconectada dos Jogos, à qual poucas pessoas assistirão."

A professora de Educação Fìsica Esther Roth Shahamorov também era uma das atletas israelenses em Munique. O treinador dela, Amitsur Shapira, morreu no ataque do Setembro Negro. "Aos 20 anos, entendi que as decisões de líderes são tomadas não por lógica, mas por interesses." / GABRIEL TOUEG

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