Sobrou vontade e expectativa, mas faltou futebol

Atlético-MG e Grêmio fazem jogo sem emoção, não saem do zero e deixam o Fluminense disparar na liderança

O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2012 | 03h05

A expectativa era de que Atlético-MG e Grêmio protagonizassem uma das melhores partidas do Campeonato Brasileiro. Além de estarem em campo duas equipes que brigam pelo título, vários ingredientes faziam com que o jogo ganhasse um clima ainda maior de decisão. Mas o que se viu foi um 0 a 0 sem grandes emoções no Estádio Independência, em Belo Horizonte.

O jogo marcava o reencontro dos desafetos Vanderlei Luxemburgo e Ronaldinho Gaúcho. O treinador acusa o atacante de ser o responsável por sua queda no Flamengo. O jogador também teve a oportunidade de mais uma vez enfrentar sua ex-equipe. Outro reencontro foi do goleiro Victor com seu antigo clube. Além de todos esses fatores externos, a pontuação de ambas equipes fazia o jogo se tornam ainda mais importante.

O Atlético-MG tinha 51 pontos e o Grêmio, 48. O Fluminense havia vencido o Atlético-GO no sábado e disparou na liderança, com 56. Ou seja, a vitória seria obrigação para os dois times que mantêm a ambição do título.

Mas após o resultado de ontem, o Atlético-MG foi para 52 e deixou o Fluminense abrir quatro pontos de diferença na ponta da tabela.

Como já era de se esperar, o jogo começou quente, com algumas entradas um pouco mais duras, mas que foram bem coibidas pelo árbitro Héber Roberto Lopes. Apoiado por sua torcida, o Atlético-MG foi quem teve mais iniciativa e, logo aos oito minutos, quase marcou com Leandro Donizete, que chutou forte - Victor fez grande defesa.

Nas arquibancadas, a torcida atleticana não parava de cantar e apoiar a equipe. Comandado por Ronaldinho, o alvinegro manteve o comando de jogo até os 30 minutos do primeiro tempo, mas sem muito afinco. Carlos César chegou a acertar a trave em um chute na entrada da área.

Com jogadores mais experientes, o Grêmio conseguiu, aos poucos, equilibrar o jogo e também chegar com perigo. No final do primeiro, Zé Roberto cobrou falta cheia de efeito e acertou a trave de Victor.

No segundo tempo, o equilíbrio foi ainda maior. O Grêmio começou no ataque, mas sem dar muito trabalho para Victor.

Cuca tentou partir para cima com a entrada de Neto Berola no lugar de Guilherme, que teve atuação bem discreta. Mas a alteração não surtiu efeito e o jogo continuou sem graça.

Nos minutos finais, o Grêmio passou a fazer "cera", satisfeito com o resultado, enquanto os atleticanos partiram no desespero para o ataque. Mesmo assim, a torcida do Atlético não parou de apoiar. Para o volante Pierre, a culpa do resultado foi do Grêmio. "Eles vieram para se defender e deixar o jogo truncado." Fernando admitiu que sua equipe foi para Minas recuada. "Sabemos da força do Atlético e viemos com proposta defensiva."

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