Sócios decidem o futuro do Palestra

Palmeirenses votam hoje a aprovação da reforma do estádio

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

30 de agosto de 2008 | 00h00

O Palmeiras terá hoje um dos dias mais importantes de sua história. Das 10 às 19 horas, os sócios vão decidir o futuro do Palestra Itália. A reformulação do estádio estará em pauta - e tudo leva a crer que ela sairá do papel, apesar da articulação da oposição para vetar artigos. Cerca de 8.500 associados têm direito a voto - para que o pleito aconteça, é necessário que 10% estejam presentes. O Conselho Deliberativo já aprovou a Arena multiuso. Hoje, o passo final está na mão dos sócios, que terão de responder a duas perguntas.A primeira é em relação à mudança de estatuto - e nesse quesito nem a oposição é contrária. A segunda diz respeito à concessão de superfície, se a Arena deve ou não sair do papel, e aí que está o problema.Oposição e situação travam uma guerra nos bastidores há semanas. Ontem, em mais uma tentativa de adiar a votação, opositores entraram com duas ações na Justiça, ambas indeferidas.O grupo do ex-presidente Mustafá Contursi e Roberto Frizzo diz não ser contra a Arena, mas reclama que houve pouco debate sobre a parceria firmada com a WTorre, empresa responsável pelas obras e pela gestão do novo estádio pelos próximos 30 anos. Outra restrição se refere ao tempo de contrato."A marca Palmeiras deveria ser mais valorizada", contesta Frizzo.A WTorre vai injetar cerca de R$ 300 milhões para reformar o Palestra. A área social vai ganhar nova cara: prédios administrativo e poliesportivo, por exemplo. O estádio terá capacidade para 42 mil torcedores e a previsão, desde que os sócios digam ?sim? hoje, é de que as obras fiquem prontas em dezembro de 2010.A situação confia na vitória. Na festa dos 94 anos do clube, anteontem, a turma do presidente Affonso Della Monica aproveitou para fazer propaganda política a favor da Arena. Hoje, ela espera continuar a comemoração que teve início no dia 26, data do aniversário alviverde. Se tudo correr dentro do previsto, as obras já começam na segunda-feira. Se o ?não? imperar nas urnas, será uma frustração histórica para o Palmeiras.

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