Solução para discriminação da mulher nos Jogos levará tempo-Coe

O presidente do comitê organizador da Olimpíada de Londres-2012, Sebastian Coe, disse na quinta-feira que é preciso estimular mudanças no comportamento de países que não enviam atletas mulheres aos Jogos, mas alertou que "o esporte não é a panaceia para todos os males".

MARY SLOSSON, REUTERS

17 de fevereiro de 2012 | 10h18

"Acho que se pode usar o esporte de modo a encorajar sensivelmente a mudança social", disse Coe à Reuters. "O mundo é diverso, é muito complexo, há às vezes barreiras que não serão quebradas da noite para o dia."

A ONG Human Rights Watch criticou nesta semana os organizadores da Olimpíada por tolerarem a discriminação de gênero cometida por Arábia Saudita, Catar e Brunei, que jamais enviaram mulheres para disputar os Jogos Olímpicos - embora o Catar tenha intenção de fazê-lo neste ano.

O relatório da entidade salientava a discriminação sistemática contra o esporte feminino na Arábia Saudita, onde mulheres são proibidas de dirigir veículos e precisam de autorização de um parente homem para trabalhar e viajar.

Indagado sobre se a ausência de mulheres representando o Catar minava o valor olímpico da igualdade, especialmente se o país for sediar a Olimpíada de 2022, à qual se candidatou, Coe respondeu: "Certamente penso que isso é algo que (o Comitê Olímpico Internacional) terá de enfrentar. Mas é um longo caminho, e essas coisas não costumam mudar da noite par ao dia."

Tudo o que sabemos sobre:
OLIMPCOEGENERO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.