Somália forja sequestro para justificar atraso

Volante inventa história para evitar punição em apresentação no Botafogo e pode pegar até 6 meses de prisão e pagar multa

Bruno Lousada / RIO, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2011 | 00h00

O volante Somália é acusado de forjar um sequestro relâmpago na quarta-feira para justificar seu atraso na reapresentação do Botafogo no Engenhão. Segundo a Polícia Civil, as imagens do circuito interno do prédio em que o jogador mora comprovam que ele estava em casa no momento do suposto crime.

De acordo com a delegada Juliana Domingues, da 16.ª Delegacia Policial (Barra da Tijuca), Somália já foi indiciado por denúncia caluniosa e pode pegar até seis meses de prisão mais multa. Como é réu primário, pode ter a pena revertida em cestas básicas ou trabalhos comunitários. O jogador vai depor na semana que vem.

Na quarta-feira, Somália contou à polícia que ficou sob a mira de revólver de um assaltante por cerca de duas horas, enquanto era obrigado a dirigir por ruas da Barra da Tijuca, na zona oeste. Na ocasião, ele afirmou que teve dinheiro (R$ 1 mil) e bens roubados.

Em depoimento, Somália disse que o assalto ocorrera às 7 horas, quando seguia para o Engenhão. No entanto, de acordo com as imagens divulgadas, o jogador chega ao prédio onde mora às 3h56 da madrugada e, às 8h46, aparece no elevador com o cordão e o relógio que alegara na delegacia terem sido roubados. Pouco depois das 9 horas, entra novamente no elevador já sem o cordão e o relógio.

O clube não vai dispensar o volante, mas promete multá-lo em até 40% do salário.

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