Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Sonho do judô brasileiro é ser o maior time do mundo nos Jogos de 2016

Comissão técnica planeja uma equipe capaz de ganhar medalha em todas as categorias

WIlson Baldini Jr., O Estado de S. Paulo

02 de fevereiro de 2013 | 08h30

SÃO PAULO - O carro-chefe do Brasil na Olimpíada do Rio, em 2016, será o judô. "Nosso objetivo é sermos a maior potência do mundo no Rio", disse Ney Wilson, diretor técnico da equipe brasileira. "Vamos lutar para termos condições de brigar pelas 14 medalhas em jogo", disse, otimista, o dirigente, que em Londres festejou a maior participação da modalidade em Jogos Olímpicos, com um ouro e três bronzes.

Para alcançar esse objetivo ambicioso, o judô brasileiro aposta na equipe, que segundo os técnicos Luis Shinohara e Rosicléia Campos, é jovem e experiente. Sarah Menezes, Felipe Kitadai, Mayra Aguiar e Rafael Silva, medalhistas em 2012, são as grandes esperanças de pódio para daqui a menos de quatro anos.

Ney Wilson acredita que o judô possa atingir o mesmo nível do vôlei, que sempre chega aos Jogos Olímpicos como favorito tanto na praia como na quadra, entre homens e mulheres. "Tenho certeza de que teremos a melhor equipe do mundo em 2016."

Leandro Guilheiro, medalhista de bronze em Atenas/2004 e Pequim/2008, pensa um pouco diferente. Segundo ele, a pressão será muito grande, pelo fato de a competição ser no Brasil. "Eu já experimentei os dois lados da moeda. Já fui para uma olimpíada sem ser muito conhecido e subi no pódio e em outra cheguei como grande favorito e acabei derrotado. Em uma luta, são muitas as variáveis. Realmente, tudo pode acontecer."

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