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Sonolento, Corinthians empata em Bragança

Jogo era considerado teste final para estreia na pré-Libertadores, mas Tite viu que ainda vai ter muito trabalho até quarta-feira

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2011 | 00h00

Sonolento e sem criatividade, o Corinthians não passou de um empate com o Bragantino por 1 a 1, ontem, em Bragança Paulista, e mostrou outra vez que inicia a temporada em marcha lenta. No último teste com os titulares antes do jogo de ida pela pré-Libertadores, o time de Tite repetiu a apatia da estreia no Estadual. Para a torcida, resta esperar que o melhor esteja guardado para o duelo com o Tolima, no Pacaembu, na próxima quarta-feira.

"Poderia ter sido melhor, numa infelicidade aqui atrás tomamos o gol", admitiu Chicão, que fez gol contra no primeiro tempo. Jorge Henrique empatou antes do intervalo e foi só: na etapa final, a partida teve raros lances de emoção.

"Pouco a pouco vamos chegar no nível físico, ainda tem muito a melhorar. A gente vem de musculação, o jogo é mais pesado. Vamos relaxar mais o corpo e chegar num nível legal, aí fica mais fácil", disse Roberto Carlos, que ontem substituiu Ronaldo no papel de capitão. Segundo ele, a faixa fez diferença em campo. "Você fica mais responsável, fala com juiz e técnico, organiza mais o time. Mas não pesa, não."

Ritmo acelerado. No primeiro tempo, o Bragantino fez marcação de perto e começou no ataque. A partir dos 10 minutos, o time da casa dominou o meio de campo e empurrou o Corinthians para a defesa. Após várias tentativas de cruzamento, o gol veio em um lance de sorte. Aos 16, Chicão tentou cortar cruzamento do lateral Júlio César da direita e colocou direto para a rede corintiana.

Mesmo após abrir o placar, o Bragantino não diminuiu o ritmo e quase ampliou em dois lances anulados pela arbitragem, que marcou impedimento corretamente. Com perigosa linha de zaga, o time de Tite correu risco com a rapidez de Rodriguinho e Marcelinho, habilidosos meias da equipe de Bragança Paulista.

Aos poucos, porém, o Corinthians conseguiu segurar a bola no ataque e reequilibrou o jogo. Sem conseguir puxar contra-ataque, abusou dos cruzamentos pelo alto para Jorge Henrique e Dentinho, que pouco conseguiam produzir por baixo.

Depois de boa troca de passes, porém, o gol saiu justamente num improvável lance de cabeça. Aos 37, Moacir surgiu livre pela direita e cruzou para o baixinho Jorge Henrique, que subiu no meio da zaga para empatar.

Na etapa final, a exemplo do jogo de estreia contra a Portuguesa, o Corinthians sentiu o cansaço de início de temporada. Voltou melhor do intervalo, mas não conseguiu superar a defesa do Bragantino, montada com três zagueiros. Na parte final, a equipe de Tite ainda levou alguns sustos e quase saiu com derrota, em noite pouco inspirada.

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