Sorteio agrada aos italianos

Apesar de achar grupo difícil, Giancarlo Abete, diz que seria pior ter de encarar franceses no caminho para a Copa

Almir Leite, Bruno Lousada, Sílvio Barsetti e Wagner Vilaron, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2011 | 00h00

O presidente da Federação Italiana, Giancarlo Abete, não achou ruim o grupo de sua seleção nas Eliminatórias. Mas reconheceu que poderia ter um caminho menos tortuoso para a Copa de 2014. "É uma chave difícil, mas o sorteio não nos foi favorável como para outras seleções. Não adianta reclamar, e sim trabalhar"", disse.

A Itália está no Grupo B, com as perigosas Dinamarca e República Checa e com Bulgária, Armênia e Malta, que não devem dar muito trabalho. "Somos a Itália e o nosso objetivo é sempre vencer o grupo", disse o técnico Cesare Prandelli.

Eliminados na Copa da África do Sul na primeira fase, os italianos têm obrigação de fazer boa campanha na fase de classificação para o torneio a ser disputado no Brasil. "O ideal é que a gente tenha sempre boa vantagem sobre os adversários, mas nem sempre isso é fácil"", previne Abete.

O dirigente define a Dinamarca como uma "ótima seleção"" e considera que a República Checa também tem uma equipe bem entrosada e competitiva. Mas disse confiar na sua "squadra"".

A Itália lidera com tranquilidade sua chave nas Eliminatórias da Eurocopa - a fase final será realizada no ano que vem, na Polônia e na Ucrânia - e Abete considera que o trabalho de renovação iniciado após o fracasso no último Mundial começa a dar bons resultados.

"Já estamos em processo adiantado de renovação, e temos obtido bons resultados. É algo que leva tempo, tem alguns problemas, mas creio que estamos no caminho certo"", avalia Abete. Ele tem confiança de que a Itália fará excelente campanha na fase final da Eurocopa e isso vai comprovar a eficiência do trabalho.

Sincero, Abete demonstrou alívio pelo fato de a Itália não ter ficado no mesmo grupo da França, que por estar colocada em posição ruim no ranking da Fifa perdeu o privilégio de ser cabeça de chave. "Mas isso é natural. Ninguém queria a França na chave. Vai perguntar para os espanhóis se ele ficaram contentes?"".

Como a colônia italiana é grande no País, Giancarlo Abete revela que gostaria de hospedar a Itália, em 2014, numa cidade ou Estado em que o número de oriundi fosse grande.

"É sempre bom ficar perto de sua torcida, mas o Brasil é grande, bem estruturado e poderemos ficar em qualquer lugar"", disse. "O povo é hospitaleiro. Mas primeiro temos de nos classificar, ainda é cedo para pensar nisso."" Abete, no entanto, revela que vai dar preferência a cidades situadas nas regiões mais desenvolvidas do Brasil, o que representa Sul ou Sudeste, mas não descarta ficar no Nordeste.

Portugal preocupado. Já o técnico de Portugal, Paulo Bento, não pareceu muito satisfeito por ter de enfrentar Rússia, Israel, Azerbaijão, Irlanda do Norte e Luxemburgo. "Mas a seleção portuguesa tem qualidade e temos de mostrar isso em campo para chegar ao Mundial.""

Paulo Bento vê a Rússia como principal adversária, até porque, como sede do Mundial de 2018, não vai querer ficar de fora da competição anterior. "Mas uma seleção que tem um jogador como Cristiano Ronaldo tem de estar sempre confiante.""

A Inglaterra também deve ter problemas. Em seu caminho para a Copa do Brasil, encontrará Polônia, Ucrânia e Montenegro. "Estamos em um grupo difícil, mas isto é o futebol", afirmou o técnico Fabio Capello. "Acredito que deveremos ter muito cuidado."

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