''Sou abençoado por Deus'', festeja Daniel Alves, após o gol salvador

Daniel Alves nunca imaginou que entraria na lateral-esquerda, aos 36 minutos do segundo tempo. Sabia que ao ser chamado por Dunga deveria se doar ao máximo e sonhar com uma falta na entrada da área. Deu quase tudo certo - só o cartão amarelo não estava no enredo."Quando o Dunga mandou me chamar, não passou pela minha cabeça onde eu entraria. Mas estava pronto para jogar em qualquer posição", disse. "Quando ele me falou que era na lateral-esquerda fui com tudo. A posição é difícil pra mim, mas eu tinha de fazer algo mais."Sete minutos depois, Ramires sofreu uma falta quase na risca da grande área. "Peguei a bola e meus companheiros respeitaram. Eles sabem como a gente treina no dia a dia, por isso não me incomodaram. Ficaram ali encobrindo a visão do goleiro", afirmou. "Fui feliz, acertei o chute e fiz o gol. O gol foi do grupo todo." Bola na rede, Daniel Alves correu à procura de uma câmera de tevê. Quando encontrou e ia levantar a camisa, foi sufocado pelos companheiros. Depois dos abraços, insistiu em levantar a camisa para mostrar os nomes de Daniel Filho e Vitória, seus filhos, cunhados no peito.O árbitro suíço Massimo Busacca foi até Daniel e aplicou o cartão amarelo. "Fiquei surpreso. Os nomes não estavam em outra camiseta. São minhas tatuagens. Não entendi o motivo do cartão. Ainda bem que eu não estava pendurado, poderia ficar de fora da final."O dono do gol salvador não sabe se vai ter uma chance de sair jogando contra os EUA. Mas tem uma certeza. "Sou abençoado por Deus. E ele me presenteou com mais um gol importante." Dunga que o diga.

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