Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

STJ nega pedido do MPF e mantém Carlos Arthur Nuzman em liberdade

Alegação era de que o ex-cartola poderia destruir provas e prejudicar as investigações

Constança Rezende e Marcio Dolzan / Rio, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2018 | 16h25

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou na tarde desta terça-feira, 27, o pedido de prisão preventiva de Carlos Arthur Nuzman, ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê Rio-2016. O Ministério Público Federal (MPF) havia pedido na semana passada a recondução de Nuzman à prisão.

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O ex-cartola havia sido preso no início de outubro do ano passado durante a Operação Unfair Play, um desdobramento da Lava Jato que investiga suposto esquema de compra de votos para a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Nuzman ficou preso por duas semanas, mas ganhou liberdade após pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

Na semana assada, o MPF encaminhou parecer ao STJ defendendo o retorno de Carlos Arthur Nuzman à prisão. O órgão argumentou que Nuzman poderia destruir provas e prejudicar as investigações. Em julgamento nesta terça, contudo, a 6ª Turma do STJ negou o novo pedido de prisão.

A defesa de Nuzman comemorou a decisão. “A decisão é justa e correta, no passo em que erigiu um muro de contenção ao apetite acusatório por arbitrária e descabida prisão preventiva”, afirmou, em nota o advogado Nelio Machado. “A manutenção da liberdade foi assegurada, por unanimidade, pelos Ministros da Sexta Turma. A defesa agora espera que a denúncia seja rejeitada, diante da falta de justa causa para ação penal.”

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