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Stock Car vai reeditar a equipe Copersucar em 2019

Escuderia brasileira criada pelos Fittipaldi na F-1 entre 1975 e 1982 terá nova versão nas corridas no Brasil

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2018 | 04h30

Quase 40 anos depois do fim da única escuderia brasileira na história da Fórmula 1, os líderes daquela empreitada voltam a se reunir para recolocar um projeto nas pistas. O ex-piloto Wilson Fittipaldi e o engenheiro Ricardo Divila reeditam o comando da antiga Copersucar para terem na próxima temporada uma equipe na Stock Car, que se chamará Fittipaldi Team.

Se entre 1975 e 1982 a Copersucar correu na F-1 com a presença de um outro Fittipaldi, o bicampeão mundial Emerson, agora será a vez de novo representante da família estar no projeto da Stock Car. Christian Fittipaldi, filho de Wilsinho, será consultor técnico e terá o papel de orientar os dois pilotos a serem contratados pela equipe.

O retorno dos Fittipaldi como time em uma categoria do automobilismo vem em um momento marcante. Em novembro, um dos netos de Emerson, Pietro, assinou contrato com a Haas para ser piloto de testes na F-1. Outro neto, Enzo, ganhou em outubro o título da Fórmula 4 Italiana. A tradição do sobrenome nas pistas se renova.

“Eu me sinto muito bem por ter tomado a decisão de voltar a ser chefe de escuderia. Meu filho, Christian, também está muito motivado. Acho que vamos ser competitivos”, disse Wilson Fittipaldi ao [BOLD]Estado[/BOLD]. Após fechar a Copersucar em 1982, ele disse que sentia falta de reeditar a parceria com Divila, que novamente será responsável pelo desenvolvimento técnico dos carros na Stock.

Wilson, que completa 75 anos amanhã, garantiu ainda sentir a mesma paixão pelo automobilismo. “Eu preciso estar ao lado de um carro para ouvir o barulho do motor e do escapamento”, afirmou. O projeto começou em novembro. Parte da equipe está pronta, com a contratação de 15 pessoas. Os pilotos estão sendo escolhidos.

A Fittipaldi Team busca patrocinadores. A equipe deve ter orçamento anual nos padrões da Stock Car, entre R$ 4 milhões e R$ 8 milhões. Apesar da cor dos carros estar sujeita às marcas dos anunciantes, o sonho é manter uma identidade visual parecida à da Copersucar da F-1, em amarelo. A marca deve ser mantida: a imagem de um beija-flor visto de perfil.

A comparação entre o novo time e a antiga Copersucar não causa incômodo. Pelo contrário. Christian disse estar ansioso para voltar a trabalhar com o pai, como foi no começo da carreira nas Fórmulas 3 e Ford. “O que meu pai e o Divila fizeram na F-1, naquela época, foi algo muito à frente do seu tempo no Brasil. Eles conseguiram fazer algo que ninguém imaginava ser possível”, comentou. 

Christian traz para o time a experiência de ter pilotado em categorias como F-1, Indy e Nascar. Agora aposentado, ele vai conciliar a presença na Stock com o trabalho nos EUA. “A categoria (Stock Car) passa por uma ótima fase, está competitiva, vem atraindo mais fãs, pilotos e empresas”, afirmou.

Formação. Além da Stock, Wilsinho trabalha para ampliar a formação de pilotos. Para 2019, ele pretende lançar projeto para captar garotos que se destaquem no kart e dar a eles vagas na Fórmula Vee, categoria criada por ele. O objetivo é propiciar aos talentos um torneio nacional após passagem pelo kart.

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