Suárez foi obrigado a se desculpar

O uruguaio Luis Suárez, do Liverpool, só pediu desculpas ao francês Patrice Evra, do Manchester United, por ter se recusado a cumprimentá-lo antes da partida disputada sábado entre as duas equipes, porque foi obrigado por seu clube. A revelação foi feita ontem pela rede de TV inglesa BBC, que atribui a informação a uma fonte próxima de John Henry, presidente do grupo Fenway, controlador do Liverpool.

LONDRES, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2012 | 03h05

Henry ficou profundamente irritado com a atitude de Suárez. "Ninguém é mais importante que o clube'', disse a essa pessoa próxima a Henry. "O pedido de desculpas era necessário.''

A cena do atacante se recusando a apertar a mão de Evra, que ainda tentou puxá-lo, foi exibida pela TV para boa parte do mundo. No intervalo da partida, Suárez foi vigorosamente cobrado por alguns de seus próprios companheiros. A imprensa inglesa chegou a dizer que o uruguaio quase foi agredido.

No domingo, fez publicar no site do Liverpool um pedido de desculpas - "Eu cometi um erro e me arrependo do que aconteceu... Me desculpo pela minha ação. Eu quero colocar isso no passado e me concentrar em jogar futebol", disse -, que, sabe-se agora, não foi feito por vontade própria.

O racismo no futebol inglês, aliás, está se tornando uma questão de estado, pois os casos estão aumentando. A preocupação é tão grande que o primeiro-ministro David Cameron receberá ainda nesta semana pessoas ligadas ao futebol para debater o tema.

Entre os convidados que irão à residência oficial de Cameron em Londres estarão dirigentes da Federação Inglesa e representantes dos jogadores.

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