José Patrício/AE
José Patrício/AE

Subida do Santos no Brasileirão tem um motivo: Neymar

Time ganhou vários jogos desde seu retorno, cresceu na classificação e já acredita em vaga na Libertadores

SANCHES FILHO / SANTOS , ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2012 | 03h07

SANTOS - O Santos não para mais de subir na classificação do Campeonato Brasileiro. Em três rodadas, ganhou quatro posições e passou a ter mais possibilidades de, pelo menos, chegar entre os quatro primeiros, o que garantiria vaga na Libertadores de 2013. E não há como negar: o responsável pela reação é Neymar. Com ele, o Santos deixou de ser um time comum, que se arrastava na parte de baixo da classificação e chegou a ter o pior ataque da competição, e voltou a jogar como campeão.

Durante a ausência de Neymar, a maioria dos titulares parecia ter desaprendido a jogar. Agora, Arouca, Adriano, Juan, Durval e Bruno Rodrigo até parecem outros jogadores. Só André, acima do peso, e Ganso, em permanente rota de colisão com o presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, não estão bem.

Os números dão a dimensão do tamanho do prejuízo que o Santos sofreu com a ausência de Neymar em oito jogos, em razão da sua convocação para a seleção brasileira: nos seis com ele em campo, o aproveitamento do time foi 77.7%; sem ele, o índice cai para 35,42%.

Já em sua volta, Neymar demonstrou sua importância. Depois de desgastante voo de jatinho de 14 horas entre Londres e Florianópolis, ele se encarregou de levar o time a primeira vitória, por 3 a 1, de virada, sobre o Figueirense. Fez o gol de empate, presenteou Ganso no terceiro e ainda criou os principais lances da partida.

Com a certeza de que teria marcação especial e reduzidas possibilidades de finalizar, Neymar assumiu o papel que deveria ser de Ganso no clássico diante o Corinthians. Deu a assistência para o primeiro gol de André e cobrou o escanteio do terceiro, marcado por Bruno Rodrigo.

Cobrador de faltas. Neymar quer mais. Ele se preocupa sempre em se tornar mais completo. No começo do ano, treinou insistentemente o gol de cabeça e no clássico contra o Palmeiras, no dia 5 de fevereiro, em Presidente Prudente, abriu o marcador aproveitando um levantamento na medida de Ganso. Foi o seu 100.º gol desde que se tornou profissional, exatamente no dia em que completou 20 anos.

Ultimamente, a sua obsessão era pela marcação de um gol de falta. E foi assim que ele começou a virada contra o Palmeiras. Apesar de gripado desde sexta-feira passada - ontem nem apareceu no CT Rei Pelé -, voltou a ser o dono do clássico, sábado, no Pacaembu.  Agora, ele projeta um gol de bicicleta para completar o seu repertório.

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