Sucessão de problemas explica má fase do Palmeiras

Indecisão tática, falta de qualidade e de experiência do elenco e desfalques são alguns dos 'abacaxis' de Kleina

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2013 | 02h04

Culpar um fato ou alguém pelo momento ruim do Palmeiras é tentar resolver de forma simplória um problema muito complicado. Uma sucessão de acontecimentos faz com que o início de temporada do time seja mais preocupante do que o esperado.

Sobram opções e faltam decisões no time do Palmeiras. A começar pelo padrão tático. O técnico Gilson Kleina já testou diversas formações. Começou a temporada com o 4-4-2 e passou por 4-3-3, 4-1-2-1-2, 4-5-1 e até 4-6-0 (foi quando escalou cinco no meio de campo e o atacante Vinícius caindo pelas pontas).

E alguns problemas da equipe o treinador não consegue corrigir, mesmo com a chegada de reforços. A defesa continua muito atrapalhada nas bolas aéreas. E a juventude do time também tem sido um problema. Alguns atletas demonstram bastante ansiedade durante as partidas - um exemplo claro é o atacante Kleber, que, apesar de sua experiência no futebol europeu e de até já ter jogado na seleção brasileira, tem apenas 22 anos.

Muitos sentiram a pressão da torcida e dos resultados ruins e caíram bastante, como é o caso do lateral-esquerdo Juninho. O fato é que a diretoria e a comissão técnica sabem que o elenco, que antes era fraco e reduzido, agora é apenas numeroso.

Um exemplo dos problemas técnicos do time é a falta de um bom cobrador de pênaltis. O elenco tem 14 jogadores de meio de campo e de ataque, mas ainda assim o batedor oficial é o zagueiro Henrique, que no ano passado era a terceira opção, atrás de Barcos e Marcos Assunção.

O novo problema do treinador é encontrar o substituto de Valdivia. Contra o São Caetano, Kleina testou Patrick Vieira e não deu certo. Agora, pensa em Rondinelly e Tiago Real.

E, em meio a tudo isso, Kleina é cada vez mais pressionado. Ele tenta aproveitar as entrevistas coletivas para deixar claro que tem feito o que é possível, já que o elenco é brigador e esforçado, mas não prima pela qualidade técnica. E, como desgraça pouca é bobagem para o treinador, fortes candidatos a assumir seu cargo estão livres no mercado.

A maior ameaça agora é Dorival Júnior. Desempregado após deixar o Flamengo, no fim de semana, e com forte ligação com o Palmeiras (é sobrinho do ex-volante Dudu), ele já tem o nome comentado nos bastidores do clube, mas a diretoria jura não ter falado com ele e que a ideia é manter Kleina. Mano Menezes é outro "fantasma" que atormenta o técnico, pois pode trabalhar como "manager", algo de que o presidente Paulo Nobre gosta.

Marketing renovado. Dando continuidade ao processo de profissionalização do clube, o Palmeiras apresentou ontem os dois novos diretores de marketing: Paulo Gregoraci e Marcelo Giannubilo. O primeiro objetivo é reconstruir o projeto de sócio-torcedor e aumentar até o fim do ano o número de associados de 13 mil para 40 mil.

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