Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Sucesso coloca Gabriel Medina em foco no Pipe Masters, no Havaí

Líder do ranking do Circuito Mundial de Surfe, brasileiro tem ofuscado Kelly Slater, considerado o maior nome da modalidade

Paulo Favero - Enviado especial ao Havaí, O Estado de S. Paulo

15 de dezembro de 2014 | 07h00

Enquanto espera uma chance para poder definir o título mundial, o surfista Gabriel Medina vai lidando com a ansiedade da disputa, que está parada por causa das condições ruins do mar. Neste domingo, o Billabong Pipe Masters não teve nenhuma bateria, devido aos ventos e correnteza muito fortes.

Líder do ranking do Circuito Mundial de Surfe, o garoto de Maresias, de apenas 20 anos, tem ofuscado até o 11 vezes campeão Kelly Slater, considerado o maior nome da modalidade na história. Para evitar a pressão, Medina está blindado e até diminuiu sua exposição nas redes sociais nos últimos dias. Tudo para não perder o foco.

Slater acredita que seu rival pelo título está pronto para o desafio. "Nos últimos anos, o Gabriel está focado em si mesmo e está acostumado com a mídia. Com o surfe crescendo exponencialmente, toda a cobertura aumenta, pois sei que no Brasil as pessoas gostam de jogar futebol e surfar. Acho que o surfe é um dos três maiores esportes no País", explica.

Na corrida pela troféu, ele vê o brasileiro na dianteira e sabe que só um milagre pode garantir sua 12.ª conquista. Entende inclusive que Mick Fanning está com melhores chances, mas não pretende desistir. O norte-americano foi campeão pela primeira vez quando tinha 20 anos, mesma idade de Medina agora, mas acha que as situações são bem diferentes agora.

"Eu estive lá, mas para mim não tinha mídias sociais e internet. Tinha muito mais espaço para mim naquele tempo... Na maior parte das vezes que competia em busca do título, estava viajando com um pequeno grupo de pessoas, com poucos surfistas, como Tom Curren e outros. Não havia essa cúpula, essa atenção toda", lembra Slater.

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