Filipe Araujo/AE
Filipe Araujo/AE

Sucessor de Andrés na presidência vai ser escolhido hoje

Mário Gobbi, da situação, e Paulo Garcia disputam a eleição com propostas bem parecidas

VÍTOR MARQUES, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2012 | 03h08

SÃO PAULO - Mário Gobbi Filho, delegado da Polícia Civil, é o favorito para vencer as eleições presidenciais neste sábado, 11, no Corinthians. Ex-diretor de futebol, conta com o importante apoio do ex-presidente Andrés Sanchez, atual diretor de seleções da CBF, a quem chama de "líder''. Gobbi representa o grupo que dirige o clube desde a saída de Alberto Dualib, em 2007.

O empresário Paulo Garcia, dono da Kalunga, é o candidato da oposição, que se uniu numa tentativa de vencer a eleição.

Há um traço comum entre os dois: nenhum deles tem o perfil extrovertido e polêmico de Andrés, que também é bem relacionado no circulo do poder.

Gobbi, 50 anos, prega o "continuísmo", Garcia, 57 anos, fala em "transparência". Essa é a principal diferença entre os dois postulantes ao cargo.

As propostas e bandeiras de cada candidato são muito parecidas, como enaltecer a construção do estádio e do CT no Parque Ecológico e prometer investimentos nas categorias de base.

Não houve debate entre os dois como foi cogitado. Garcia tentou, até ontem, que os dois sentassem lado a lado numa bancada para discutir ideias. Mas Gobbi não quis. Os dois têm trabalharam bastante no boca a boca com o associado, porque são eles que irão eleger o presidente.

A oposição garante que tem chances de vitórias. "O candidato não é o Andrés, é o Gobbi", diz Garcia. A situação não se abala e dá como certa a vitória nas urnas. "O apoio de Andrés é fundamental", falou Gobbi.

E é justamente esse legado de Andrés que deve fazer de Gobbi o novo presidente. "Temos esperança que o resultado da administração do Andrés nos dê a vitória nas urnas", disse o diretor financeiro Raul Corrêa, que divulgou ontem números de faturamento e dívida do clube de 2011.

Pelo balanço apresentado, a receita do Corinthians no ano passado foi de R$ 290,5 milhões, mas a dívida cresceu R$ 77 milhões (de R$ 101 milhões em 2010 para R$ 178 milhões).

Favoritismo. Uma pesquisa feita pela situação com cerca de mil sócios aponta que Gobbi ganhará a eleição com números próximos a 60%. "Havia muitos indecisos, mas eles mudaram de lado", diz um cartola.

Com a eleição de Mario Gobbi, pouca coisa mudará. A maior parte dos diretores vai continuar no cargo, entre eles Luis Paulo Rosenberg, um dos principais articuladores do Itaquerão.

O próximo presidente terá o privilégio de inaugurar o tão sonhado estádio que vai receber a abertura da Copa de 2014.

Dos cerca de 11 mil sócios aptos a votar, apenas 3 mil devem comparecer à eleição, que será realizada no Parque São Jorge.

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