Sul-Americano apresenta a patinação

As três integrantes da equipe feminina são aprendizes ? ?tem apenas seis meses de patinação de corrida?, como explica a técnica Tuca Reichert, uma rara profissional de educação física que trabalha com a modalidade no País (tem uma escola no Parque da Cidade, em Brasília). A equipe masculina é formada pelos dois atletas entre os melhores do ranking de 1999 ? quando foi realizado o último brasileiro ? ainda em atividade. Esse é o Brasil nas provas de corrida dos VII Jogos Sul-Americanos, a partir desta terça-feira, em São Paulo, na pista, um oval de 200 metros, improvisada, na área de aquecimento do Sambódromo, em São Paulo. A patinação de corrida terá a disputa dos 300 metros, às 9 horas, dos 10 mil e 20 mil metros, a partir das 14h45. Patins emprestado ? alguns números maior que o pé ?, dificuldades para fazer curva, receio de criar expectativa por uma medalha que não está ao alcance... E o enorme desafio de competir para divulgar a patinação no Brasil. É o que querem as precurssoras Kátia Rodrigues, de 37 anos, Luciana Sebastião, de 22, e Raihana Falleiros, de 16. O Brasil nunca teve um time feminino nos Jogos. ?Não temos o nível dos patinadores do Chile e da Argentina, mas adoramos o esporte e queremos mostrar que existe?, afirma Luciana, que concilia o trabalho, a faculdade de Ciências da Computação e os treinos. As melhores chances do Brasil são na maratona (42km159m), com percurso em frente ao Parque do Ibirapuera. Os homens têm mais condições. Marcelo Furtado, de 29 anos, tem uma escolinha de patinação em Sertãozinho (a terra do hóquei sobre patins), no único patinódromo oficial do Brasil. Treinou em Mar del Plata (ARG), para os Jogos, mas observa que chilenos e argentinos trazem campeões mundiais para a competição. Rafael Romando, 22 anos, integrante do Nigth Rollers quando começou a competir, foi treinar em Nova York. ?Ajudaria a modalidade se voltássemos a ter um campeonato brasileiro?, observa.

Agencia Estado,

05 Agosto 2002 | 18h35

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