Superar rival motivou meu doping, diz Tim Montgomery

O ex-velocista norte-americano Tim Montgomery deu uma entrevista reveladora, nesta sexta-feira, ao jornal britânico The Times. Cumprindo pena numa prisão dos Estados Unidos por fraude bancária e comércio de drogas, ele contou que se dopou durante a carreira no atletismo para conseguir superar o também norte-americano Maurice Greene e virar o homem mais rápido do mundo.

AE-AP, Agencia Estado

27 de novembro de 2009 | 11h13

Montgomery nunca foi flagrado num exame antidoping, mas admitiu em 2005, quando já tinha se aposentado, que tomou substâncias proibidas antes da Olimpíada de Sydney, em 2000. Na época, ele era casado com a ex-velocista norte-americana Marion Jones, que também se envolveu no mesmo escândalo de doping do laboratório BALCO - ela, inclusive, perdeu as suas cinco medalhas olímpicas.

O grande rival de Montgomery nas pistas era Maurice Greene, que era o recordista mundial dos 100 metros na época, com o tempo de 9s79. "Eu faria qualquer coisa para ser o homem mais rápido do mundo. Não poderia deixá-lo no meu caminho. Maurice me deixava muito mal. Eu queria tudo o que ele tinha", contou Montgomery, que chegou a bater o recorde, com 9s78, marca que depois foi anulada.

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