Superbowl mais bonito e eficiente

Em três ocasiões, ele quase chegou lá. Neste domingo, ele vai estar lá. Donovan Jamal McNabb, o quarterback (QB) dos Eagles, finalmente disputará o Superbowl. Mas mantém os pés no chão: "Ainda não acabou", adverte. "Mas não há motivo para interromper as vitórias", acrescenta, otimista. Os adversários o respeitam como um jogador perigoso, uma ameaça tanto como passador como corredor. Nos dois casos, ele conta com um arsenal de armas ofensivas. McNabb termina a temporada 2004/05 como o segundo maior passador da conferência nacional (104,7 jardas) e o primeiro jogador na história da NFL a registrar 31 passes para touchdown e só 8 jogadas interceptadas. Com tudo isso, o Eagles chega ao Superbowl pela primeira vez desde 1984, quando perdeu para o Oakland Raiders em Nova Orleans.Os torcedores do Philadelphia Eagles acham que o número 5 que ele traz na camiseta pode ser interpretado como o "S" do Super-Homem. E compram a roupa do ídolo, tanto que a camiseta com o nome dele nas costas é a quarta mais vendida entre os produtos da Liga - atrás apenas das de Brett Favre, Mike Vick e Tom Brady. Mas não é apenas a atitude dele no campo que conquista os fãs. McNabb promove várias ações beneficentes. Criou uma fundação para pesquisa da diabetes e, quando não está treinando, participa de caminhadas para angariar fundos; patrocina bolsas de estudo em escolas secundárias e, recentemente, trabalhou para as Nações Unidas, em campanha de ajuda às vítimas do tsunami na Ásia.McNabb nasceu em Chicago, em 25 de novembro de 76. É casado há um ano. Com a mãe, Wilma, fez uma série de comerciais para uma marca de sopa enlatada. E, conta ele, herdou da mãe o senso de humor e a habilidade de se divertir. Agora, porém, se diz concentrado: "Não há alívio para mim neste momento. Só vou me sentir aliviado depois do Superbowl. Estabeleci uma meta, vencer o Superbowl, e vou buscar isso."A figura mais fotografada da NFL é, também, o comandante de ataque dos Patriots. Tom Brady é bonito (está na lista dos 50 homens americanos mais bonitos da revista People), é admirado pelos companheiros, amado pelo técnico. Além disso tudo, é excelente jogador e já foi eleito o melhor do Superbowl (MVP) em duas ocasiões: na edição 36, aos 24 anos, e na 38, aos 26 anos. Em ambas as ocasiões foi campeão, o mais jovem QB a obter o título e o único na história a ganhar o Superbowl antes dos 27 anos.Brady saiu do quase total anonimato para a fama semelhante a de um astro da música. Mas isso não parece incomodá-lo. Inseguro, fez mais exercícios físicos e viu mais gravações do jogo adversário do que costuma fazer, para este Superbowl. E ainda acha que fez pouco. Para o técnico Belichick, Brady é peça essencial do esquema que montou para vencer: um QB inteligente que pense mais em vencer do que em respirar. "Penso sempre em como foi difícil e rápido chegar onde estou e como pode ser fácil e igualmente rápido perder tudo. Não posso cortar caminho na preparação. Não sou tão bom assim", diz Brady.

Agencia Estado,

06 de fevereiro de 2005 | 13h11

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