Superliga: técnico admite dificuldades

O técnico José Roberto Guimarães, da Finasa/Osasco, sabe que terá trabalho para vencer a MRV/Minas nas semifinais da Superliga Feminina de Vôlei e ir à decisão do título da temporada - ao que tudo indica contra o Rexona-Ades, se prevalecer a lógica dos números (o time está invicto há 18 jogos). Mesmo tendo cinco jogadoras da seleção brasileira feminina que foi à Atenas, a equipe ficou devendo jogo nas quartas-de-final, contra o São Caetano/Detur, e tem em Mari uma atacante apagada, por enquanto sem o mesmo brilho da fase decisiva da última temporada. Em 2004, Mari, de 22 anos e 1m89, foi a revelação da Superliga, a melhor atacante e a principal pontuadora, o que lhe valeu lugar como titular na seleção olímpica que foi aos Jogos de Atenas. Nessa Superliga, não figura entre as dez melhores pontuadoras (está em 14.º) e é quarta entre as atacantes. Bia é a primeira no ataque e a segunda pontuadora da Superliga. O técnico Zé Roberto evita críticas à jogadora, mas nas duas últimas partidas - com vitórias - contra o São Caetano , Mari, que é considerada uma jogadora versátil, podendo atuar como ponta, meio-de-rede ou na saída, foi parar no banco de reservas. "Ela jogava com uma levantadora mais experiente (Fernanda Venturini) , tinha uma função diferente no time (oposto) e nessa temporada teve de conviver com a contusão no braço...", justifica o técnico Zé Roberto, sem, no entanto, deixar de lado a cobrança. "Ela está melhorando, mas precisa correr atrás. Acho que tem de participar mais do jogo, mudar um pouco essa característica de ser tão calada." Osasco derrotou o bom São Caetano, de Antônio Rizola, com dificuldades, por 3 sets a 1, na quarta-feira, e fechou o playoff por 2 a 0. Vai enfrentar a MRV/Minas, que também fechou a série com duas vitórias contra o Pinheiros. "É uma equipe que soube enfrentar as adversidades", afirma o treinador, referindo-se a duas vitórias no tie-break contra o Pinheiros. "É um time jovem, mas vamos ter de jogar bem." A primeira partida do playoff semifinal melhor-de-cinco, será quarta-feira, em Osasco. Ao mesmo tempo em que o time quer ver Mari repetindo boas atuações do ano passado, conta com a atacante Paula Pequeno ? que nessa fase da Superliga em 2004 deixou as quadras por causa de uma cirurgia no joelho esquerdo ? atuando com eficiência. ?O time ficou devendo nas quartas-de-final. Mas o time foi formado para ser campeão. Temos de nos fechar e uma tentar ajudar a outra pela vitória.? Na outra semifinal, o Rexona-Ades vai enfrentar o Oi Campos, numa série carioca, a partir de quarta-feira.

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