Jake May / AP
Jake May / AP

Supervisor de médico condenado por abuso de ginastas também é preso nos EUA

William Strampel é acusado de cometer crimes semelhantes aos de Larry Nassar

Estadão Conteúdo

27 de março de 2018 | 12h22

Responsável por supervisionar o médico Larry Nassar na Universidade de Michigan, William Strampel foi preso nesta terça-feira, sob acusação de cometer crimes semelhantes a Nassar, condenado à prisão perpétua após admitir ter abusado de mais de 260 mulheres, algumas delas integrantes da seleção feminina de ginástica dos Estados Unidos.

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Strampel, de 70 anos, foi denunciado por ter tocado inapropriadamente uma estudante da universidade e por ter fotos nuas de outras estudantes em seu computador de trabalho. As acusações surgiram na esteira da investigação da polícia sobre o caso Nassar, que sofreu seguidas condenações na Justiça nos últimos meses.

A política chegou até Strampel porque ele foi chefe da Faculdade de Medicina Osteopática até dezembro. Era, assim, supervisor da clínica de medicina esportiva onde Nassar atuava na Universidade de Michigan. Era em seu escritório no local que ele atendia e abusava de ginastas da seleção norte-americana e de outras mulheres.

No ano passado, Strampel admitiu à polícia que não tomou as providências para garantir que Nassar cumprisse as ordens que expediu em 2014 de que uma terceira pessoa deveria acompanhar cada atendimento do médico em caso de tratamento em "área delicada". Ele afirmara que o contato pele com pele deveria ser mínimo e explicado detalhadamente.

Nassar acabou sendo demitido da Universidade, mas somente dois anos depois, em 2016, por violar as regras estabelecidas por Strampel. O médico foi despedido menos de um mês após a ex-ginasta Rachael Denhollander fazer a denúncia de que Nassar teria abusado sexualmente dela enquanto ela fazia tratamento para dores nas costas.

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