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Surfe: festival pode definir mundial

Quem ainda tem na mente a imagem do surfista como um atleta pouco profissional, com dificuldade para expressar as idéias e sem capacidade de organização vai se surpreender com a figura de Teco Padaratz. É com desenvoltura e entusiasmo que o ex-surfista, hoje apresentador de TV e promotor, fala do Nova Schin Festival, a etapa brasileira do World Championship Tour (WCT), a Primeira Divisão do surfe mundial, que será realizada a partir do dia 1.º em Florianópolis e pode definir o título da temporada. ?É o único evento do WCT que não é realizado em país de primeiro mundo", lembra Teco, que não esconde sua satisfação por ter sido um dos responsáveis por trazer a competição de volta à Florianópolis, sua terra natal, no ano passado."E a idéia é fazer um evento feito por surfistas para surfistas", explicou, confiante no sucesso do evento, até por que ele virá logo a seguir da etapa brasileira do WQS, o Onbongo Pro Surfing, que será realizado a partir do dia 25, também em Florianópolis. "E esse ano vamos ter também um festival de música no dia 1.º"Teco leva tão a sério a proposta de fazer uma competição pensando nos surfistas que o Nova Schin Festival será um evento móvel. "Temos em Florianópolis um jornalista que trabalha com previsões de onda. Por volta de 6 horas ele nos passa os dados e fazemos uma reunião com os chefes dos juízes, o diretor de prova e o representante dos atletas para definir onde será a competição." Definido o local das baterias, começa o trabalho mais pesado. "A equipe de estrutura, com os palanques, a parte elétrica, equipamentos de informática (as baterias são transmitidas ao vivo pela internet) e banners sai às 6h45", continua. "E às 7 nós fazemos uma chamada para informar a todos onde será a competição e haverá uma linha 0800 para informar o público." Para facilitar, haverá uma pré-estrutura pronta em cada uma das praias onde será mais provável ter as melhores ondas, o swell.No ano passado, o Nova Schin foi considerada um sucesso, apesar dos problemas com o apagão que atingiu Florianópolis na época do evento. "Nosso único problema, por incrível que pareça, foi o excesso de público. Apesar do evento ser móvel, contamos 30 mil pessoas acompanhando a final na praia." Este ano, com a probabilidade da definição do título para Andy Irons, que disputa com Joel Parkinson o campeonato, Teco acredita que o público pode ser ainda maior.Economia - O aspecto esportivo é apenas um dos atrativos do Nova Schin Festival. Teco diz ter ficado surpreso com o impacto econômico na região. "Florianópolis é uma cidade de veraneio que passa de 500 mil habitantes para 2,5 milhões no verão. E os comerciantes, tanto de lá como das praias vizinhas, costumam economizar o dinheiro que ganham da temporada para o restante do ano mas às vezes o dinheiro não é suficiente e o campeonato ajuda a trazer turistas nesta época mais complicada." Falando no assunto, Teco lembra de um episódio em especial. "Nunca me esqueci de uma comerciante de uma das praias onde competimos que foi me abraçar, dizendo que já estava desesperada por que seu estoque de mercadorias já estava começando a se estragar e tudo foi vendido em um dia de competição, o que a salvou de quebrar."

Agencia Estado,

21 de outubro de 2004 | 09h19

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